Cultura

Realizador quer maior abordagem da média

Roque Silva

O realizador Gabriel Raimundo “Salu” defende uma maior abordagem dos filmes de produção nacional pelos órgãos de comunicação social, como incentivo aos criadores e para maior divulgação do que se faz na sétima arte no país.

Equipa técnica do cineasta
Fotografia: Edições Novembro

Congratulado e reagindo ao discurso da ministra da Cultura, durante o encerramento do V Conselho Consultivo do pelouro, terça-feira, no Museu da Moeda, “Salu” disse ao Jornal de Angola que a aposta do Executivo no desenvolvimento da sétima arte nacional e a sua promoção no exterior vai permitir divulgar potencialidades culturais e económicas do país, mas carece do apoio institucional da comunicação social.

Falta de salas de cinema


Para o realizador de cinema, os meios de comunicação devem abordar e publicitar mais as salas de cinema do Estado, falar da situação dos produtores e artistas para pressionar e incentivar o empresariado privado a unir-se às instituições públicas, para investir mais nesse sector, disponibilizando recursos financeiros e materiais para o que já existe.
Os realizadores, produtores e actores nacionais com quem trabalhei, disse, são de opinião que a promoção dos jornais, cadeias de TV, rádios e da media on-line nacionais da sétima arte é um estímulo para continuar a trabalhar, além de influenciar para que o cinema nacional tenha mais aberturas, junto do empresariado e no estrangeiro.
Gabriel Raimundo “Salu” é co-realizador do filme “Misteriosa tatuagem”, com Leonel Kanique, cuja estreia, no dia 10 deste mês, fracassou devido à fraca divulgação nos órgãos de comunicação social. Por esse motivo, a produção negoceia a exibição do filme, a partir do mês de Julho, nas salas de cinema de 10 províncias, com destaque para o Zap Cinema, no shopping Avenida, o Atlântico e o Cine São João, em Luanda, Kilumba (Benguela) e no Namibe.

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