Recital de poesia e música esgota auditório Pepetela

Amilda Tibéria |
28 de Abril, 2017

Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro


“O poeta deve declamar e não gritar, isto provoca distúrbios na dicção”, disse o poeta e escritor Lopito Feijoó, no decorrer da sessão de Poesia de Intervenção e Cantos da Alma, que se realizou quarta-feira no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda.

A sessão, que teve a intervenção dos poetas José Luís Mendonça e Lopito Feijoó, foi bastante aplaudida pelos espectadores, na sua maioria jovens que desconheciam a forma de declamar desses poetas da geração de 1980. 
Em declarações à imprensa, Lopito Feijoó disse que a dupla apresentação foi um momento que serviu para dar vida à poesia, e demonstrar que a arte de declamar “não está morta”, prova disso foi a adesão das pessoas que lotou o auditório Pepetela,  prestigiando a sessão poética acompanhada de música do trovador Costa Maweze e Makumo Mambo, no kissanje.
Lopito Feijoó considerou a poesia como a sublimação dos espíritos, por congregar paz e momentos de elevação espiritual do homem. “A existência humana está vincada aos espíritos, à natureza, e tudo que rodeia o homem susceptível de se transformar em poesia, uma arte estritamente ligada à personalidade”.
Lopito Feijoó e José Luís Mendonça aconselharam a nova geração de poetas e declamadores para ler muito e em voz alta, permite perceber a dicção.
José Luís Mendonça referiu que os poetas consagrados continuam a produzir “boa poesia”, e que os  jovens vão se tornar “bons” se investirem mais na leitura. “A maioria dos poetas estão a seguir o estilo “spockenword”, devem ser prudentes para analisar se é mesmo poesia, para não confundir com a música rapper”, disse José Luís Mendonça, advertindo que poesia exige reflexão filosófica, além das motivações subjectivas do autor.

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