Cultura

Reconhecido empenho do Chefe do Executivo

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, manifestou-se satisfeita, em Cracóvia, na Polónia, pela aprovação de Mbanza Kongo na Lista do Património Mundial da Humanidade.

Delegação angolana em Cracóvia chefiada pela ministra da Cultura Carolina Cerqueira
Fotografia: Venceslau Mateus | Angop

Segundo a governante, a aceitação de Mbanza Kongo na Lista do Património Mundial da Humanidade “contou com o alto patrocínio e empenho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que durante uma visita, em 2012, a Mbanza Kongo, reafirmou perante as autoridades locais de que seria património da humanidade.”
Carolina Cerqueira elogiou o trabalho desenvolvido pelos especialistas do Conselho Internacional dos Museus (ICOMOS), que acompanharam o processo de candidatura do Centro Histórico de Mbanza Kongo a Património Mundial.
Segundo a ministra, os especialistas do ICOMOS fizeram uma apreciação geral na qual destacaram a grande qualidade técnica do projecto apresentado, com profundidade em relação aos dados históricos, arqueológicos e de dimensão universal, pelo facto de tratar a questão da escravatura e do Reino do Kongo, que abarca três (3) civilizações e realidades dos países limítrofes (Gabão, Congo Brazzaville e República Democrática do Congo).
Carolina Cerqueira avançou que os especialistas do ICOMOS ressaltaram também a dedicação dos técnicos angolanos que facilitaram toda documentação e dados à equipa da UNESCO que esteve no terreno em missão de pesquisa sobre a história do Reino do Kongo.
A 41.ª Sessão do Comité da UNESCO do Mundial do Património analisou o estado de conservação de 99 sítios inscritos na lista do Património Mundial.
Angola é membro do Comité do Património Mundial da UNESCO para um mandato de quatro anos desde Novembro de 2015, cuja eleição ocorreu durante a 20.ª Assembleia Geral dos Estados Partes à Convenção do Património Mundial realizada em Paris (França).
A histórica cidade de Mbanza Kongo (Zaire), antiga capital do Reino do Kongo, elevada a património mundial pela Unesco, detém um rico histórico-cultural dos povos da região da África Central (Angola, RDCongo, Congo Brazzaville e Gabão).
Ao longo da época colonial, a cidade conheceu várias designações, tendo sobressaído a de São Salvador do Congo, nome que os portugueses  haviam atribuído segundo o seu desejo, já como potência colonizadora.
De acordo ainda com a sua génese histórica e cultural, a designação de maior relevo de Mbanza Kongo, na altura, foi a de Kongo dya Ntotela, símbolo de unidade e indivisibilidade dos bakongos, como o próprio nome indica.
O projecto para a inscrição de Mbanza Kongo na lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) foi lançado em 2007, nesta cidade, com a realização da II Mesa Redonda Internacional denominada “Mbanza Kongo, Cidade a Desenterrar para Preservar.”
Houve ainda a carta dirigida aos governadores provinciais sobre a Lista indicativa do Património Cultural e Natural para o Centro do Património Mundial da UNESCO.
No msmo ano, o Ministério da Cultura realizou  um seminário dirigido aos funcionários das Direcções Provinciais da Cultura, sobre o processo de inventário dos bens patrimoniais passíveis de inscrição na Lista do Património Mundial.
Foram elaboradas, também, em 2007, as propostas de ante-projecto e projecto, “Mbanza Kongo - Cidade a Desenterrar para Preservar” na Lista do Património Mundial. Em dezembro, do msmo ano, o país acolheu uma Missão dos peritos da UNESCO-ICOMOS para a avaliação do estado de conservação dos bens a serem inscritos na Lista de Património Mundial, situados nas províncias do Zaire e Cuanza Norte.

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