Cultura

Recreativo Kilamba dança no Rangel

Manuel Albano

Força de vontade e determinação são as palavras para descrever a preparação do grupo carnavalesco União Recreativo Kilamba, do Distrito Urbano do Rangel, que realiza os ensaios há várias semanas.

Carnaval de rua movimenta bairros do Distrito do Rangel
Fotografia: Paulo Mulaza| Edições Novembro

Oitavo a desfilar, na Marginal da Praia do Bispo, o grupo, fundado a 27 de Julho de 2015, tem como comandante Poly Rocha, que deu a vitória na edição passada. 

Este mês, os foliões fizeram uma experiência de Carnaval de rua, nos dias 9 e 16, como forma de resgatar uma prática "esquecida com o passar dos anos", disse, ao Jornal de Angola, Poly Rocha.
No primeiro dia, o grupo desfilou entre as 14h00 e as 20h00, pelas zonas do bairro Nelito Soares, avenida Brasil, culminando na Administração Distrital do Rangel. No segundo dia, o grupo partiu da sede junto ao Centro Recreativo Kilamba e exibiu-se por várias artérias do Rangel, desde a rua Sena-do da Câmara, passando pela Eugénio de Castro, arredores da Igreja São Domingos, da Escola Makarenko, avenida Ho Chi Minh e Mercado dos Congoleses.
Durante os desfiles de rua, os foliões apresentaram parte do que estão a preparar para o acto central. A dança é do estilo semba e conta com mais de 300 dançarinos, entre a corte, "bessangana" e falange de apoio.
A contínua aposta na criatividade e singularidade constitui um dos recursos do grupo para atrair os fãs. Poly afirmou que “essas manifestações de rua têm um custo muito alto, fundamentalmente com a logística. Temos feito um esforço para realizar o Carnaval de rua.”
Manifestou o interesse de reconquista do título. Além da Marginal, o grupo pretende organizar bailes e concursos, em recintos no Ran-
gel, no sentido de promover a sua marca, bem como a dos patrocinadores. O cantor e compositor Dom Caetano é um dos artistas que têm apadrinhado o grupo, no campo musical. Todos os dias, em particular nos finais de se-mana, o grupo realiza ensaios gerais e afinam os passos da coreografia para nada falhar no dia da competição.
Apesar de parcos recursos que adquirem por meio de patrocínios, assegurou estarem a preparar uma surpresa para esta edição.
“A ideia é mostrar a ri-queza e a diversidade de estilos que existem no Carnaval de Luanda, com tendências de desaparecer, caso nada se faça para a preservação e maior divulgação da cultura luandense.” Por outro lado, Poly lamentou o facto de até agora ainda não terem recebido apoios do Ministério da Cultura.

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