Cultura

Recuperar o acervo é tarefa difícil

Manuel Albano

A recuperação do acervo e das infra-estruturas museológicas é um processo complexo e de difícil resolução, assegurou em Luanda, o historiador e director nacional dos Museus, Ziva Domingos.

Ziva Domingos afirma que restaurar museus é onoroso
Fotografia: Contreiras Pipa| Edições Novembro

Numa palestra sobre o tema “A função social - novos desafios, novos paradigmas”, realizada sexta-feira, no Museu Nacional de História Militar, por ocasião do Dia Internacional dos Museus, Ziva Domingos recordou que restaurar um monumento ou museu degradado implica um forte e sério investimento, tendo em conta os padrões exigidos internacionalmente.
As acções de modernização no sector, adiantou o director nacional dos Museus, tem como um dos aspectos fundamentais a socialização, por desempenhar um papel determinante na construção da identidade cultural dos povos.
O historiador explicou que, quanto à metodologia de trabalho dos museus, actualmente, e com maior envolvência, deve envolver vários sectores sociais e institucionais públicos e privados, fundamentalmente o da Educação.
A negociação para a recuperação de peças em posse de coleccionadores e das que se encontram no circuito informal, bem como as retidas das instituições museológicas internacionais, envolve a participação do Estado e dos seus parceiros, afirmou Ziva Domingos.
“Nunca será fácil rever esses objectos, muitos deles, pela sua raridade. Recuperá-los envolve milhões de dólares e na situação em que nos encontramos, com as crises financeiras, fica ainda muito mais difícil.”
A colaboração das comunidades na localização desses mesmos objectos de valores material e imaterial, muitas vezes incomparáveis, é fundamental por permitir a sua recuperação. “Existe um esforço muito grande do Estado em continuar a procurar os melhores mecanismos no sentido de se continuar a encontrar as melhores soluções na tentativa da recuperação dessas peças.”

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