Cultura

Registo da kizomba une nacionais e estrangeiros

Roque Silva

No espaço Aplauso, no bairro Sequele, em Luanda, realizou-se, sábado, uma conferência internacional sobre a dança kizomba, com a finalidade de ser apresentada como candidata à lista do Património Mundial.

Professores de kizomba defendem a inscrição da dança na lista mundial da UNESCO
Fotografia: DR

A discussão desta proposta juntou dançarinos, cantores, investigadores e responsáveis da Cultura, que apresentaram diversas comunicações, desde a origem da música e da dança kizomba, defendida como estilo angolano, criado pelo cantor e compositor, Eudardo Paim, na década de 80.
Eduardo Paim disse que quer a música, quer a dança podem ser usadas como fontes de intercâmbio cultural entre Angola e várias nações.
O artista falou sobre o universo da música kizomba, na abertura da primeira edição da Conferência Internacional de Kizomba, sob o lema “Mergulho na raiz da kizomba”, que encerra dia 28, tendo sustentado que aumentou o número de estrangeiros interessados em aprender mais sobre a dança.
General Kambuengo, como é conhecido nas lides artísticas, disse que o interesse dos estrangeiros é um sinal válido para que sejam firmado acordos e se estabeleça parcerias a nível de instituições credíveis.
“Esses acordos podem constituir elementos importantes para a defesa da matriz da kizomba e, futuramente, ajudar no registo internacional como uma criação angolana.
Além de ser um estilo de música e dança, é mais um veículo de comunicação entre  Angola e o Mundo, sobretudo com os países europeus por serem os que mais acolheram a dança como se fossem os autores. É,  pois,  um modelo de união entre os povos.”
Participam professores e dançarinos dos Estados Unidos, França, Ilhas Maurícias, Congo Democrático, Espanha, Suíça e Polónia. Além das palestras, os artistas estrangeiros frequentam aulas de dança com o professor Sacaneno João de Deus e visitam diversos pontos turísticos de Luanda.

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