Registo de livros deixa de ser grátis


6 de Janeiro, 2015

O registo de livros deixou de ser gratuito desde o primeiro dia do ano, mas segundo o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), João Alvim, “não deve ter impacto no preço dos livros”.

A tabela para o pagamento dos custos do ISBN (International Standard Book Number) - sistema que identifica os livros segundo o título, autor, país e editora - foi colocada em Dezembro no sítio online da APEL, notificando todos os interessados, sócios e não sócios.
Sobre esta alteração, o presidente da entidade disse à imprensa portuguesa que os custos da gestão do ISBN eram apoiados em 50 por cento pela secretaria de Estado da Cultura, que avisou a APEL há um ano do fim desse subsídio.
A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) “veio progressivamente a diminuir esse apoio, que chegou aos 60 mil euros este ano, sendo o restante pago pela APEL”, recordou o actual presidente da entidade.
O ISBN foi criado internacionalmente nos anos 1960 e a APEL introduziu-o em Portugal em 1988, constituindo-se para isso em Agência Nacional Portuguesa do ISBN, que apesar de não ser obrigatório “é muito importante para informação, registo e organização” do universo dos livros.
De acordo com João Alvim, a APEL apresentou uma proposta de criação de uma tabela para o pagamento dos custos do serviço aos seus associados, numa assembleia-geral realizada em Setembro. “Foi tudo explicado, debatido, conversado e ouviram-se propostas para definição final da tabela de preços”, que pode ir dos 100 aos 3.000 euros para os editores profissionais.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA