Cultura

Rei dos tambores homenageado na Trienal

Roque Silva |

Joãozinho Morgado é homenageado hoje às 20h00 no Palácio de Ferro, localizado na Ingombota, pela III Trienal de Luanda, num concerto que reúne outros percussionistas.

Artista de referência na música angolana, em geral, e do semba, em particular, Joãozinho Morgado é homenageado pela sua participação e contribuição para o sucesso do referido género musical. O  considerado rei dos tambores sobe ao palco num espectáculo em que se prevê um ritual de tambores.
O palco “Ngola” foi o escolhido para o incontornável génio executante demonstrar toda  a sua qualidade num concerto que conta com Raul Tolingas (congas), outro nome incontornável da história da música angolana.
Joãozinho Morgado vai estar igualmente rodeado de talentos mais jovens e com créditos firmados, com destaque para os percussionistas Correia Miguel, Chico Santos, Yasmane Santos,  Xavito Rodrigues, Énio Martins “Bucho”, Chalana Dantas, Mário Jorge “Bebé”, João Paulo “JP” (congas), numa performance com muitos ritmos africanos.
A homenagem está inserida no quadro da valorização dos artistas que a III Trienal de Luanda tem vindo a desenvolver há algum tempo, que consiste em prestar tributo às figuras que contribuíram e continuam a contribuir, incansavelmente,  com o seu saber para a expansão da cultura angolana.
Joãozinho Morgado recebeu em 2011 o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Música, pelo conjunto da sua obra e contributo na cultura angolana. João Lourenço Morgado (Joãozinho Morgado) nasceu em Luanda, no Bairro Operário, no dia 7 de Fevereiro de 1947.
Filho de Geraldo Morgado, mestre Geraldo, como era conhecido nas lides artísticas, e de Antonica Morgado, exímia executante de batuque. Com apenas 10 anos, começou a marcar o compasso rítmico das tumbas.

Patrícia Faria

A cantora Patrícia Faria actua amanhã às 20 horas, no palco Ngola. A artista regressa à III Trienal de Luanda, num concerto cujo alinhamento está repleto de êxitos como “Caroço quente”, “Kibela”, “Triste amargura”, “Zanga kalunga”, “Eme kya”, “Papa wa jimbidila” e “Cama e mesa” (Pacheco), todas do primeiro álbum a solo, “Eme kya”. O espectáculo tem o suporte instrumental de Nando Bernardino (bateria), Chico Santos (percussão), Juju Lutuma (teclado), João Mário (guitarra ritmo), Teddy Nsingui (guitarra solo), Mias Galheta (guitarra baixo), Nando Bernardo (bateria), Chico Santos (percussão), Zinha de Almeida e Marinela Bragança (coro).
Esta será mais uma oportunidade para ouvir e ver a dança da “La Negra Caliente” na III Trienal de Luanda, depois dos concertos nos dias 29 de Outubro e 25 de Agosto de 2016, sendo o segundo no âmbito da III Trienal de Luanda. De salientar que Patrícia Faria cresceu num ambiente musical, fazendo parte das Gingas do Maculusso.
Depois de cerca de vinte anos nas Gingas, a cantora optou pela carreira a solo, sendo o ano de 2003 o marco com o disco “Eme kya”. Depois da aceitação do público, lança em 2009 a obra “Baza baza”. Paty Faria foi a primeira mulher a conquistar o “Top dos Mais Queridos”, com o álbum “Eme kya”.

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