Cultura

Residência Artística recria Luanda

A primeira edição da Residência Artística “Luuanda”, destinada a criadores visuais e curadores emergentes dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), decorre de hoje até 25 deste mês, na capital do país, numa iniciativa do colectivo cultural “Pés Descalços”.

Caboverdiano Yuran Henrique é um dos participantes na residência
Fotografia: DR

De acordo com uma nota de imprensa do “Pés Descalços”, nesta edição, foram seleccionados sete artistas plásticos, nomeadamente Cynthia Silveira, Flávio Cardoso, Sofia Yala Rodrigues e Yola Balanga (Angola), Diogo Bento e Yuran Henrique (Cabo Verde) e Hugo Bento (Moçambique).
O programa de residências artísticas “Luuanda”, pretende focar-se na experiência que é viver na contemporaneidade da cidade capital, através das personagens, ritmos, poesia, nostalgia e drama, seguindo a construção imaginária tão explorada na literatura, dentre outros, de escritores como Luandino Vieira, Uanhenga Xito e Ondjaki.
O documento refere que esta cidade pós-colonial é marcada por fluxos migratórios e por vários processos de mudança, pelo trânsito, luzes e ruídos, pelos vendedores e vendedoras de rua que criam um importante espaço de economia informal do país, ao expor diariamente tudo o que vendem.
Estas dinâmicas resultam numa circulação de corpos e vidas que parecem ter sido esquecidas pelo processo de crescimento do país. O projecto terá como foco as metodologias e processos de investigação em arte e como pano de fundo a cidade de Luanda e suas instituições culturais.
A Residência Artística tem financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e apoio da Academia BAI.

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