Cultura

“Resiliência” de Rui Tavares patente no Centro Português

A força da fotografia na divulgação e promoção de actividades artísticas e culturais é o enfoque da exposição “Resiliência” do fotógrafo Rui Tavares inaugurada na noite de quinta-feira, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda.

Em declarações ao Jornal de Angola, à margem da cerimónia inaugural da mostra, Rui Tavares sublinhou que “para fazer fotografia não é necessário começar pela exposição, porque o prazer está na criação da mesma.”
A exposição,  disse, consiste em expor fotografias criativas e imagens de dança contemporânea, onde usou a técnica mista e lírica, estando a mostra composta por um conjunto de mais de vinte imagens e uma trilha sonora.
O fotógrafo,  que faz exposições há 30 anos, disse não se lembrar mais de onde surge a inspiração, pois as suas obras são criadas por necessidade e deixa o trabalho crítico por conta do público.
Rui Tavares salientou que a primeira coisa que o fotógrafo tem de fazer é gostar do seu trabalho e que, com o tempo e experiência, o público pode sugerir se a fotografia serve para uma exposição fotográfica ou para ilustrar um livro.
“Cada indivíduo tem a sua história e o mesmo acontece com a fotografia e com os criadores”, disse o fotógrafo.
Rui Tavares nasceu em 1971 e inicia-se na fotografia em Portugal em 1987. Em 1991, em Luanda, interessa-se pelas imagens de dança e no ano seguinte inicia a sua colaboração com o conjunto Experimental de Dança, posteriormente designado Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA), de que é um dos membros fundadores. Em 2003, foi o responsável pela autoria gráfica e fotografia do livro “A Companhia de Dança Contemporânea de Angola”. Já efectuou exposições de fotografia em Angola, África do Sul, Brasil, EUA, Espanha, França, Mali, Namíbia e Portugal.

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