Resiliência feminina exposta no Camões

Roque Silva |
24 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Miqueias Machangongo

Imagens de várias mulheres em alguns países na luta pela afirmação da sua identidade e cultura, do fotojornalista  francês Pierre-Yves Ginet, ficam patentes a partir de amanhã, às 18h30, até ao dia nove de Março, no Camões - Centro Cultural Português, na mostra “Mulheres Resistentes”.

A exposição é apresentada pela directora do Camões, Maria Teresa Gomes Mateus, numa iniciativa da Alliance Française de Luanda, em homenagem ao mês de Março.
A assessora cultural da Alliance Française de Luanda disse ontem ao Jornal de Angola que a ausência do fotojornalista Pierre-Yves Ginet se justifica porquanto está a promover a referida exposição em alguns países.
Pauline Villemagne frisou que a mostra junta 23 painéis, com igual número de fotografias de mulheres e testemunhos sobre a sua  resistência, captadas em mais de 20 países de vários continentes.
A exposição aborda temas como a defesa das liberdades e a luta contra todas as formas de violência, tais como a discriminação, preconceito e injustiça, destacou a responsável, tendo afirmado que a exposição é uma prova da luta das mulheres anónimas no mundo actual.
A afirmação da identidade e da cultura, a resistência às injustiças, a luta pelos direitos, sobreviver à fome e à doença e reconstruir as sociedades fazem parte dos relatos das mulheres, disse Pauline Villemagne. que definiu a exposição como uma conjugação de  imagens de diferentes continentes, religiões e países desenvolvidos, de zonas de guerra e de zonas de paz.
A exposição foi concebida em colaboração com o Centro de História da Resistência e Deportação de Lyon e com a Associação “Mulheres Aqui e Além”. Pierre-Yves Ginet abraçou a profissão de fotógrafo em 1996, depois de abandonar uma carreira bem sucedida de analista financeiro numa multinacional.
Os seus primeiros trabalhos foram desenvolvidos no Tibete e em 2000 alargou o seu campo de acção a todo o mundo, desenvolvendo o tema das mulheres anónimas que contribuem para escrever a História   contemporânea.
Foi co-fundador de revistas, publicou sete livros e apresentou  20 exposições em França e na Bélgica.

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