Cultura

“Resiliências” experimenta várias técnicas

“Resiliência” é o título da exposição de fotografia do artista Rui Tavares a ser inaugurada amanhã, às 18h30,  no Camões-Centro Cultural Português, na Baixa da cidade de Luanda, e que fica patente ao público até dia 22de Junho.

Na mostra o artista combina o seu conceito de fotografia criativa com imagens do seu trabalho com a Companhia de Dança Contemporânea
Fotografia: Rui Tavares | CDCA

O Centro Cultural Português revelou em comunicado que em “Resiliências”   Rui Tavares apresenta 25 trabalhos em alumínio, acrílico, tela e papel.
“Resiliência é a capacidade de o individuo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em ruptura psicológica, emocional e física”, diz o comunicado.
Nas organizações, realça o Centro Cultural Português, “Resiliência”, pode ser uma tomada decisão de alguém que se depara com um contexto de tensão, que limita a sua vontade de vencer. Essa decisão pode funcionar como mola impulsionadora para ultrapassar a dificuldade.
“A Resiliência de cada individuo depende da interacção de vários factores complexos, como o círculo social, família e cultura, é variável ao longo do tempo e pode afirmar-se em diversas dimensões da pessoa, como trabalho, saúde física e mental e relação com o outro”, lê-se no documento.
No âmbito da pesquisa criativa, a originalidade do trabalho de Rui Tavares decorre da utilização de diversas técnicas e da combinação de diferentes materiais e suportes. O artista explora, em cada momento, as surpresas que lhe reserva a combinação da pintura com a Polaroid ou das tintas néon com as colagens.
Cada fotografia, explica o comunicado do Centro Cultural Português, revela um pouco da sua personalidade, embora o conceito de máscara seja um dos elementos da sua poética. Na exposição, o artista, procura combinar, pela primeira vez, o seu conceito de fotografia criativa com imagens do seu trabalho com a Companhia de Dança Contemporânea.
Rui Tavares nasceu em 1971, em Angola. Inicia-se na fotografia em Portugal em 1987. Em 1991, em Luanda, interessa-se pelas imagens de dança e no ano seguinte inicia a sua colaboração com o Conjunto Experimental de Dança, posteriormente designado Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA), de que é um dos membros fundadores.
Foi desta forma que iniciou o seu percurso como profissional nas áreas da fotografia e desenho gráfico. Responsável pelo Gabinete de Imagem e Divulgação da CDCA, encarrega-se igualmente de todo o material promocional e imagem desta companhia de dança angolana, a nível da imprensa.
Desenvolveu actividade similar junto do Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural (INFAC), órgão do Ministério da Cultura. Neste Instituto exerceu a sua actividade como docente da Escola Nacional de Artes Plásticas, para a qual elabora o programa e implementa a disciplina curricular de fotografia.
Com formação académica em Arquitectura e Urbanismo pela Universidade Agostinho Neto, Universidade Gallecia e Universidade Lusófona, todo o seu percurso ligado à fotografia de dança desenvolve-se junto da CDCA enquanto mantém colaboração com as áreas da moda, publicidade e desenho gráfico.  Em 1996 participa na II Bienal de fotografia de Bamaki, em Mali, como exposição convidada. É a partir desse momento que o seu trabalho começa a ganhar projecção a nível do continente.
Em 2003 é editado o livro “A Companhia de Dança Contemporânea de Angola”, do qual é responsável pela autoria gráfica e fotografia. Já efectuou exposições de fotografia em Angola, África do Sul, Brasil, EUA, Espanha, França, Mali, Namíbia e Portugal. Na II Trienal de Artes de Luanda, em 2010, apresenta a instalação “A Casa Azul”.
No ano seguinte, no Elinga Teatro, em Luanda, o artista apresentou pela primeira vez ao público o resultado de 20 anos de trabalho com a Companhia de Dança Contemporânea, com a exposição “XX Anos - 20 Imagens”.

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