Cultura

Responsáveis de editoras vão reavivar a Associação

Mário Cohen

Os responsáveis de editoras e livrarias de Luanda reuniram segunda-feira, na Associação Chá de Caxinde, com o objectivo de estudar políticas para reavivar a Associação dos Editores e Livreiros de Angola (AELA), que se encontra inoperante há vários anos.

Editores e livreiros procuram soluções para alavancar a instituição
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A principal preocupação posta à mesa, na primeira das várias reuniões que vão ser realizadas durante este ano, foi a reactivação da AELA e a difícil situação em que se encontra, que não permite a Associação desenvolver qualquer  tipo de actividade no país.
Para analisar a situação, segundo Jacques dos Santos, foi criada uma comissão composta por três pessoas ligadas à Chá de Caxinde, a AELA e um editor independente que vão proceder a um levantamento, a fim de saber se os antigos corpos sociais da Associação estão dispostos a dirigir o órgão.
Jacques dos Santos acrescentou que caso não estejam em condições vai ser elaborada uma lista de novos candidatos para eleger novos dirigentes, para que a AELA possa ter legitimidade.
Adiantou que a AELA está em condições de representar a classe dos editores e livreiros, contudo, fez saber que a importância da reunião foi para a reactivação da associação.
Outra preocupação é o facto de os empresários do sector livreiro marcarem presença, no processo de revitalização da economia nacional, assim como lutarem por um objectivo comum: tornar o livro indispensável, melhor e mais barato para o consumidor.
Em sua opinião, o florescimento desta actividade vai certamente assegurar um contributo valioso para a vida pública e dignificar o núcleo da sociedade civil, em que, entre outros protagonistas, destacam-se os escritores, editores e livreiros.
Depois da AELA ser reactivada, “vamos trabalhar para que o livro chegue às mãos de todos angolanos, de ma-neira a criar o hábito de leitura, principalmente, na camada jovem”, disse.
Por outro lado, mostrou-se preocupado quanto à organização de feiras, por considerar actividades que proporcionam momentos importantes. “Os livros são espalhados em diversas cidades e dão o saber a milhares de pessoas”.
Para que se chegue a este nível, a AELA precisa ter estrutura para evitar o que tem acontecido, “a Chá de Caxinde organiza uma feira, a Kilombelombe também organiza a sua. Não pode, tem de haver disciplina e estarmos centrados nas políticas que forem estabelecidas, ao invés de cada um puxar a brasa para a sua sardinha”, disse Jacques dos Santos.
Em seu entender, o encontro foi prático com ideias louváveis, em que se descobriu que a AELA pretende que o Executivo incentive a população ao hábito da leitura, de maneira a enriquecer o intelecto de todas as camadas da sociedade.
O actual estado da AELA é um problema que levou os livreiros e editores da ci-dade capital a reflectirem sobre a importância do livro, no processo de valorização e elevação cultural da população nacional.

Tempo

Multimédia