Cultura

Ritmos de Angola no centro de Lisboa

Roque Silva

O Conjunto Angola 70 é cabeça de cartaz de um concerto que o espaço cultural e clube nocturno B. Leza, em Lisboa, acolhe amanhã, às 23 horas, no qual tem como convidado especial o músico Paulo Flores.

Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

O concerto, segundo informações cedidas pela Mano-a-Mano Produções, é realizado em 2h30 repletos de ritmos da Música Popular Angolana, com destaque para o semba e o merengue.
Integrado por veteranos ainda no activo de várias formações musicais, o Conjunto Angola 70 abre o concerto, para uma viagem e recriação de temas que constituem a década de ouro da Música Popular Angolana. A banda vai subir ao palco repartida, por força dos compromissos de alguns dos seus membros, onde se destacam as ausências de Teddy N’Singui (viola solo), Chico Monte Negro (mukindo e bongos) e Mister Kim (voz).
Socorrendo-se das “lendas vivas” e líderes Boto Trindade (viola), Joãozinho Morgado (percussão) e Raúl Tollyngas (dikanza), e a voz de Legalize, o Conjunto Angola 70 promete oferecer mais de 15 temas e vai recordar Urbano de Castro, David Zé, Artur Nunes, Óscar Neves, Sofia Rosa e os conjuntos FAPLA Povo, Os Jovens do Prenda, Os Kiezos, Ngola Ritmos, Negoleiros do Ritmo, Os Bongos, Águias Reais e Inter Palanca.
Constam do repertório canções como “Lena”, “N’gande Nzoji”, “Sofredora”, “Mabelé”, “Rosa Maria”, “Mariana Yó”, “Gajajeira”, “Princesa Rita”, “Mira Mira”, “Kamaka” e “Colonial”.
O cantor e compositor Paulo Flores participa como intérprete, segundo um dos músicos da sua banda, o guitarrista Pirika Duia, que se encontra com o autor de “Kandongueiro Voador” em “terras de Camões”, de onde partem ainda esta semana para outras paragens, onde têm concertos agendados.

 

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