Robin Williams sofria de Parkinson


20 de Agosto, 2014

Fotografia: Reuters

O actor norte-americano Robin Williams estava sóbrio, nos estágios iniciais da doença de Parkinson e sofria também de ansiedade e depressão, no momento do seu aparente suicídio, afirmou a sua mulher num comunicado.

Susan Schneider disse que Robin Williams “ainda não estava pronto para compartilhar publicamente” a sua luta contra o “Doença de Parkinson”. “Tenho esperança que depois da trágica morte de Robin, os outros encontrem força para buscar o cuidado e apoio de que necessitam para enfrentar qualquer batalha que estejam a travar e possam sentir-se menos aflitos”, disse Susan Schneider no comunicado de imprensa.
O actor de 63 anos, já premiado com o Óscar, foi encontrado enforcado na sua casa em São Francisco, nos Estados Unidos. Entre os êxitos da sua carreira constam filmes como “Papá para sempre” e “O Bom Rebelde”.
Robin Williams já tinha anunciado publicamente a sua luta contra o álcool e recentemente estava num centro de reabilitação de Minnesota para se manter sóbrio. A morte do actor, que ficou famoso na década de 1970 com o seu estilo cómico hiperactivo inovador, sacudiu Hollywood e provocou uma onda de homenagens de realizadores, políticos e fãs. O actor Robin Williams utilizou sua versatilidade com a comédia para fazer as pessoas sorrir, mas por trás da exuberância juvenil e energia hiperactiva estava um homem sensível que vivia para se apresentar à multidão, disseram os amigos e colegas do actor.

Depressão do actor


Embora a morte do actor tenha sido uma grande surpresa para o público, o seu amigo e companheiro comediante Bob Zmuda disse não ter ficado “totalmente perplexo” pela notícia. Bob Zmuda, que é o criador da entidade beneficente Comic Relief, para a qual o actor ajudou a levantar mais de 70 milhões de dólares, disse que Robin Williams tinha dificuldade de se conectar com as pessoas fora do palco e mesmo os mais próximos não estavam cientes de quão severa era a sua depressão.
“Às vezes eu o encontrava a sós e ele ficava desconfortável. Não tinha habilidades sociais e esse é provavelmente um dos motivos pelo qual ele precisava de estar no palco”, disse Bob Zmuda. “Esse era o sangue da sua vida, o seu imperativo físico e, sem isso, ele estava perdido”, destacou.
Horas após a morte de Robin Williams, a sua representante, Mara Buxbaum, revelou, com uma franqueza incomum para os padrões de Hollywood, que o actor e comediante sofrera de depressão severa nos últimos meses.
Comédia e depressão estão frequentemente associadas, desde Jim Carrey a Louis C.K., e de Sarah Silverman até ao ídolo de Robin Williams, Jonathan Winters, que morreu no ano passado.
“Há muitos comediantes que vêm de um passado de tragédia. Os comediantes têm muitos demónios”, disse Jamie Masada, fundador do clube de comédia The Laugh Factory, onde Williams frequentemente actuava.

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