Romance de Saramago adaptado ao teatro


27 de Agosto, 2016

O romance “O homem duplicado”, do escritor português José Saramago, tem uma adaptação para teatro a estrear ainda este ano em Espanha, revelou a Fundação José Saramago.

Ainda sem data oficial, a peça é levada à cena pela produtora DD & Company no Centro de Arte, Cultura e Turismo de Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias onde viveu José Saramago.
De acordo com o “Diário de Lanzarote”, a encenação é assinada por José Martret a partir de um texto adaptado de Félix Ortiz e Salvador Toscano.
Publicado em 2002, o romance “O homem duplicado” é protagonizado por Tertuliano Máximo Afonso, um professor de História em dúvida sobre a própria identidade, depois de descobrir numa gravação de vídeo um homem idêntico a ele.
Na altura, a edição teve uma primeira tiragem de 80 mil exemplares, coincidindo com o 80.º aniversário do escritor, distinguido com o Nobel da Literatura em 1998.
“O homem duplicado” está publicado em vários países, entre os quais Brasil, Espanha, Colômbia, Albânia e Itália, e já foi adaptado para cinema, em 2014, pelo realizador canadiano Denis Villeneuve e com o actor Jake Gyllenhaal no principal papel.
A obra literária de José Saramago já teve várias adaptações tanto para cinema como para teatro. São os casos, por exemplo, dos filmes “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles, e “Jangada de Pedra”, de George Sluizer, e das recentes peças de teatro “Claraboia” e “1936, o ano da morte de Ricardo Reis”, pelo teatro A Barraca. Depois de “O homem duplicado”, José Saramago publicou ainda quatro romances, designadamente, “Ensaio sobre a lucidez” (2004), “As intermitências da morte” (2005), “A viagem do elefante” (2008) e “Caim” (2009).
José Saramago morreu aos 87 anos a 18 de Junho de 2010, tendo sido publicados a título póstumo “Claraboia” (2011), um romance que o autor tinha concluído em 1953, e o romance inacabado “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” (2014).
Em Lanzarote, a casa e a biblioteca onde José Saramago passou parte da sua vida foram transformadas numa “Casa-Museu” que abriu portas ao público em Março de 2011.

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