Cultura

Rostos de Lino Damião em mostra no Camões

Amilda Tibéria |

O artista plástico Lino Damião apresenta nas suas memórias na exposição de pintura intitulado “Rostos” inaugurada na quinta-feira, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, em homenagem ao mestre Victor Teixeira “Viteix”, que em 1992, realizou a mostra “Restos, rastos e rostos”.

Artista plástico expõe memórias na segunda parte da trilogia
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Nesta segunda exposição individual da trilogia, depois de “Resto” realizada no ano passado, o artista apresenta um conjunto de 16 quadros, com as técnicas mista e acrílica numa viagem no tempo, onde se pode encontrar aqueles rostos com os quais o autor se cruzou e imaginou.
Lino Damião faz recurso aos elementos figurativos da cultura angolana, já conhecidos dos seus trabalhos e também através de um certo animalismo, para promover metaforicamente as similaridades dos animais representados com o animal homem.
O pintor salientou que o título “Rostos” surge em alusão às expressões e ao modo de vida das pessoas que, no período histórico, vinham de outras províncias e refugiam-se em Luanda, para fugir a guerra.
Nesta romagem, o pintor não entoa cantos fúnebres, nem carrega nas mãos velas, com gestos generosos, mas  segue e faz um retalho de memória, do tempo em que conviveu com o seu mestre (era assim que ele chamava o artista plástico Viteix), um tempo que a esperança era vazia, atingida pelo sofrimento e a morte de uma guerra sem fim.
Sobre a exposição, o artista plástico Guilherme Mampuya disse ter destacado uma grande mudança nos trabalhos do autor, porque pintava com cores únicas e nesta mostra  já se vê uma diversidade de cores.
Lino Damião, nasceu em 1977. Encorajado por seu pai, começou a pintar e recebeu o seu primeiro “Prémio de Pintura” na União Nacional de Artistas Plásticos em 1989. Participou em várias exposições individuais e colectivas no país e no estrangeiro.

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