Roteiro cultural luandense está ainda mais rico

Francisco Pedro |
17 de Janeiro, 2016

Fotografia: Paulo Mulaza |

O Palácio de Ferro, na Baixa de Luanda, foi reaberto ao público ontem à tarde, em cerimónia presidida pelo governador de Luanda. Após o corte da fita, Higino Carneiro, o secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley e o coleccionador Sindika Dokolo, além de outros membros do Executivo, percorreram os vários espaços do monumento e as exposições ali patentes no âmbito da III Trienal de Luanda.

O Palácio de Ferro, situado na Baixa de Luanda, foi reaberto ao público ontem à tarde, em cerimónia presidida pelo governador provincial de Luanda. Higino Carneiro manifestou o seu regozijo por presidir à cerimónia e por ter acompanhado e assinado, há alguns anos, na altura a dirigir a Comissão Administrativa de Luanda, o protocolo entre a Endiama e o Ministério da Cultura, que permitiu a restauração do património histórico.
Após o corte da fita, Higino Carneiro, o secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley e o coleccionador Sindika Dokolo, além de outros membros do Executivo, percorreram os vários espaços do Palácio de Ferro, e visitaram as obras de vídeo e artes plásticas, sob orientação do organizador da Trienal de Luanda, Fernando Alvim.
A manutenção e a gestão do património, após as actividades da III Trienal de Luanda, foi uma das preocupações manifestadas pelo governador Higino Carneiro. Para a recuperação da estrutura, processo que contou com o patrocínio da Endiama e que teve a duração de dois anos, por ser um monumento histórico, classificado como património cultural do país, foram adoptados os critérios recomendados internacionalmente para a reestruturação de bens arquitectónicos de valor cultural.
O processo de reabilitação incluiu o reaproveitamento de todas as peças originais, substituição por réplicas de peças falantes, utilização de elementos de feitura contemporânea nas inserções ditadas pelo novo programa de uso, como instalações de climatização e iluminação. Cornélio Caley, ao discursar em representação da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, considerou o monumento como um bem deixado pelos nossos ancestrais, pois, embora as iniciativas fossem das autoridades coloniais, as populações nativas executavam as obras erguidas nos territórios que hoje formam Angola.
Sindika Dokolo agradeceu à Endiama e ao Ministério da Cultura pela disponibilidade do Palácio de Ferro em acolher as actividades da III Trienal de Luanda.
“Devo dizer que na trajectória dos dez anos da nossa instituição, consideramos o momento único, pois pela primeira vez temos a honra de receber – temporariamente - da parte de uma instituição pública, um edifício de tamanho prestígio, totalmente restaurado e pronto para desenvolvermos um plano de acções culturais para a sociedade que é fundamentalmente a III Trienal de Luanda, sob o lema “Da Utopia à Realidade; Da Escravatura ao Fim do Apartheid”.
Após os discursos houve um momento cultural com os grupos Kituxi e Seus Acompanhantes, o Ballet Tradicional Kilandukilu e o cantor José Manuel “Pedrito”.

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