Cultura

Secretário de Estado defende maior rigor

Mário Cohen

O secretário de Estado para a Cultura, Cornélio Caley, defendeu, ontem em Luanda, um maior rigor na atribuição do Prémio Nacional de Cultura e Artes, edição 2017, uma vez que o mesmo “deve ser atribuído a personalidades e identidades que o seu percurso de vida merece ser premiado pelos feitos em prol do desenvolvimento da cultura em todo território nacional.”

Ministros da Defesa e da Cultura (ao centro) com os galardoadas na última edição do prémio
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Falando em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Cultura disse que o Prémio Nacional de Cultura e Arte está acima de qualquer concurso, razão pela qual no seu ponto de vista o galardão “não poderia ser um prémio de obra a concurso, por se tratar de uma distinção de maior dimensão nacional.”
O governante disse que os membros do júri são obrigados a olhar para a nação durante o ano, sobre o que existe e aquilo que foi criado, assim como às personalidades e identidades que no seu percurso da vida merecem ser premiadas. Cornélio Caley disse que o prémio deve situar-se no ângulo máximo da nação por  ser o galardão nacional da cultura e arte, tendo acrescentado tratar-se de um desafio para o júri, “apesar do regulamento já estar feito, ainda assim, tudo depende da análise do júri.”     
Na óptica do secretário de Estado, nos últimos tempos, o prémio apresentou melhorias no que diz respeito às pessoas galardoadas, reconhecendo que nas últimas edições a qualidade do prémio tem vindo a baixar, “por motivos ainda não conhecidos, ou talvez,  por ser pouco divulgado.”
Apesar de ser uma tarefa árdua a escolhe dos galardoados, Cornélio Caley acredita nos conhecimentos e idoneidade do júri que se vai dedicar ao prémio durante meses para premiar os grandes criadores da cultura nacional, trazendo de volta a verdadeira importância do prémio.
Durante a conferência de imprensa, foi apresentada os membros do júri do prémio, recentemente nomeado pelo Despacho nº163/17 do gabinete da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.
O Prémio Nacional de Cultuara e Arte está constituído por um presidente e um vice-presidente, Virgílio Coelho e Isabel André, eleitos por unanimidade pelos membros do júri.
Para a disciplina de Literatura, o júri é integrado por José Luís Mendonça e Cremilda de Lima, a de Artes Plásticas, Francisco Van-Dúnem “Van” e Marcela Costa, a de Música, Dina Santos e Dionísio Rocha, e a de Teatro, Isabel André e Adelino Caracol.
Na disciplina de Dança, o júri é Laritza Salomé Marques Carlos e Domingos Nguizani, na de  Cinema e Audiovisual, Tomás Ferreira e Marisol Correia Kadiegi, na de Investigação em Ciências Humanas e Sociais, Constância da Rosa Ferreira de Ceita e Virgílio Coelho.
Para as novas disciplinas desta edição, Festividades Culturais e Populares o júri é Cristóvão Mário Kajibanga e Marcelina Gomes e para a de Jornalismo Cultural, Mara Dalva Van-Dúnem e Rodrigues José Pedro Filipe.
O Prémio Nacional de Cultura e Arte, criado pelo Decreto nº31/00, de 30 de Junho, é o mais importante distinção do Estado angolano, cujo objectivo visa incentivar a criação artística e cultural, bem como a investigação científica no domínio das Ciências Humanas e Sociais.
 
Criação de arquivo

Cornélio Caley afirmou ser necessário que a sala de reuniões do Prémio Nacional de Arte e Cultura esteja munida de um arquivo, um repositório referente a todos os prémios realizados até à presente data.
Deste arquivo, explicou o governante, deve constar um álbum em que se descreve a biografia de todos os vencedores, assim como uma fotografia dos vencedores e uma estante com as obras vencedoras. 
Para o secretário do Estado, o arquivo vai ajudar o Ministério da Cultura a fazer a história e a dignificar o prémio, pois como disse está a chegar o momento de o prémio assumir o seu lugar no país. “Penso e solicito a cada membro do júri a se sentir um elemento muito importante na sociedade angolana. Tudo quanto prestigia o prémio vai ser certamente a vossa função.”.
Cornélio Caley disse que o ministério deve atribuir à sala de reunião do Prémio Nacional de Cultura e Arte o nome de personalidades ou identidades de maior referência no país, como tem acontecido com salas de países estrangeiros, onde a cultura tem grande impacto a  nível internacional.

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