Selo mais caro do mundo rende milhões


22 de Junho, 2014

Fotografia: DR

O selo Magenta de um penny da Guiana Britânica, emitido em 1856 e único sobrevivente de uma série especial limitada, impressa na então colónia britânica, atingiu esta semana o preço recorde de 9,013 milhões de dólares num leilão da Sotheby's em Nova Iorque.

Apesar de esse valor ter ficado abaixo das previsões, que estabeleciam o preço entre dez e 20 milhões de dólares, a peça voltou a bater o recorde de preço pago por um só selo, como aconteceu na última vez que tinha sido posto à venda, em 1980, por 935 dólares.
O valor desta peça está na particularidade de, na altura, a Guiana Britânica receber os selos da metrópole, mas em 1856 um problema com os envios originou uma escassez, que ameaçou bloquear os envios postais. devido a essa situação, as autoridades locais foram até à gráfica de um jornal e assim nasceram os selos conhecidos pela cor e pelo preço: o Magenta de um penny, o Magenta de quatro pence e o azul de quatro pence. Este único sobrevivente do Magenta de um penny foi encontrado em 1873 na Guiana por um estudante de 12 anos, Vernon Vaughan, que o achou entre papéis da família e o acrescentou à sua colecção, sem jamais suspeitar do valor que a peça ia alcançar.
O director de projectos especiais e do departamento de livros da Sotheby's, David Redden, definiu este selo como "um objecto mágico, a definição própria de raridade e valor a um nível extraordinário". Vernon Vaughan vendeu o selo a um coleccionador. A peça chegou ao Reino Unido em 1878 e pouco depois foi comprado pelo conde austríaco Philippe la Renotière von Ferrary, possivelmente o coleccionador de selos mais importante da história.
Ferrary, austríaco de origem italiana e residente em Paris, tinha doado a sua colecção ao Museu Postal de Berlim, mas as autoridades francesas confiscaram-na como reparação após a I Guerra Mundial.

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