Cultura

Seminário Internacional analisa documentário

O Seminário Internacional de Cinema Documental, organizado pela Associação pelo Documentário (Apordoc, responsável pelo festival Doclisboa), realiza-se de 3 a 8 de Setembro, em Arcos de Valdevez, em Portugal, sob o lema “Emergir no conflito”, tendo a organização aberto as inscrições.

Organização do Festival DocLisboa organiza o Seminário Internacional de Cinema Documental
Fotografia: Doc Lisboa

Os convidados já confirmados para este ano são Margarida Mendes, Pedro Neves Marques e Mariana Silva, da Inhabitants, plataforma `online` para documentário e vídeo exploratório, Anjalika Sagar e Kodwo Eshun, do colectivo artístico “The Otolith Group”, bem como as duplas de documentaristas Sergei Saguenail e Regina Guimarães, e Graeme Thomson e Silvia Maglioni.
A programação deste ano é da responsabilidade de Filipa César, artista e realizadora portuguesa radicada em Berlim, e de Olivier Marboeuf, curador e produtor francês, com o director do seminário, Nuno Lisboa, o primeiro português a programar o seminário de cinema documental independente Robert Flaherty, em Nova Iorque, que toma o nome do pioneiro norte-americano do cinema documental. “O Doc`s Kingdom é a experiência integral e cumulativa que abarca projecções diárias, debates colectivos e o encontro informal”, sobre cinema documental, escreve a apresentação do certame.
“É um evento de características únicas em Portugal, com um programa que se transforma ao longo da semana, de acordo com a dinâmica do grupo, que entra na sala de cinema sem mapa, aliando a confiança e o risco para cooperar numa experiência que não pode antecipar. Quem não vai, não sabe o que perde", garante o director do seminário, Nuno Lisboa, citado pelo comunicado hoje divulgado.
O grupo de cineastas convidados será completamente anunciado em Agosto.
No site do seminário, a proposta “Emergir no Conflito” (“Surfacing Trouble”) é sustentada por citações de Amílcar Cabral (“Somos sociedades dos vivos e dos mortos”), do poeta Derek Walcott (“O mar é história”) e da investigadora Donna Haraway (“Habitar o conflito implica aprender a estar verdadeiramente presente...”), que também traduzem a contribuição dos programadores.
O grupo integra este ano Filipa César, seleccionada por diversas vezes para o festival de Berlim, que teve a sua primeira longa-metragem, “Spell Reel”, em exibição no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova Iorque, no final de Junho.
Filipa César recorreu ao acervo do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual da Guiné-Bissau, para a longa-metragem, tendo igualmente trabalhado a memória da Guiné-Bissau na curta-metragem “Mined soil”, em que cruza a investigação científica do agrónomo Amílcar Cabral, sobre a erosão dos solos alentejanos, com a emergência da luta pela independência, liderada por Amílcar Cabral.




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