Cultura

Sérgio Piçarra apresenta colectânea de cartoons

Amilda Tibéria

“Não Quero Discutir”, a nova colectânea de cartoons e banda desenhada, do cartoonista e designer  gráfico Sérgio Piçarra, foi lançada na noite de quarta-feira, no Museu de História Natural, em Luanda, trazendo à tona a situação política, económica e social do país.

Novo livro do cartoonista foi lançado quarta-feira em Luanda
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

A colectânea, com a chancela da Where Angola / WA, é um livro com ilustrações e contos baseados no quotidiano angolano, que o autor prefere não discutir com os leitores. Segundo Sérgio Piçarra, os seus trabalhos incentivaram-no a jamais desistir de fazê-los, porque este processo todo tem sido muito positivo.
Disse que exercer o papel de cartoonista exige muita reflexão social, por parte do artista, porque o cartoon é uma peça satírica que é transformada numa situação de menor ou maior grau de humor.
Ao apresentar a obra, Adriano Mixinge afirmou que Sérgio Piçarra, no livro, retrata  o “riso”, em vários aspectos da vida social. O escritor explicou que a colectânea contém aspectos que o autor utiliza em forma de cartoon e banda desenhada para despertar o povo, “sem querer discutir, discutindo”, traçando um texto da situação política, económica e social do país. “Nas ilustrações da colectânea, Sérgio Piçarra transforma o povo em cidadão e ainda mostra que, apesar de tudo, não devemos parar de rir, mesmo que for à toa”, disse.
Sérgio Piçarra, um dos maiores cartoonistas angolanos, é autor das publicações “Mankiko, o Imbumbável - Vamos Fazer Mais Como?”, “Gargalhada Setembrina”, “Só Vos olha Já” e “Mankiko - Apreciando o Cenário… Nas Calmas!”. Cartoonista e de-signer gráfico, nasceu em  Luanda, em Julho de 1969. Discípulo de Henrique Abranches, em 1990, criou nas páginas do Jornal de Angola, o personagem “Mankiko - O Imbumbável”, que constitui hoje a maior referência do cartoon nacional e  foi publicado, pela primeira vez, pela União dos Escritores Angolanos, sob tutela de José Luandino Vieira.

Tempo

Multimédia