Cultura

“Serpentário” compete no 69º Festival de Berlim

O filme “Serpentário”, de Carlos Conceição, vai estar em competição na 69ª edição do Festival de Cinema de Berlim, que abre quinta-feira e prolonga-se até dia 17, integrado no concurso de primeiras longas-metragens, anunciou a organização.

Carlos Conceição (no centro) apresenta no Berlinale a longa-metragem “Serpentário”
Fotografia: DR

“Serpentário”, uma co-produção luso-angolana, vai ser exibido no âmbito do programa paralelo Fórum e foi seleccionado para a competição de primeiras longas-metragens, a par de outras 15 obras, segundo o comunicado da Berlinale.

No programa do Fórum, entram também em competição o filme alemão “Gli Ultimi a Vederli Vivere/The Last to See Them”, de Sara Summa, a coprodução franco-norte-americana “So Pretty”, de Jessie Jeffrey Dunn Rovinelli, o filme romeno “Mon?tri”, de Marius Olteanu, e o hispano-costarriquenho “El Despertar de las Hormigas”, de Antonella Sudasassi Furniss.

Para o concurso de primeiras longas-metragens foi igualmente seleccionada a produção brasileira “Greta”, do realizador Armando Praça, que vai ser exibida na secção Panorama.

Foram ainda nomeados “Systemsprenger”, de Nora Fingscheidt (Alemanha), também presente na competição geral, e “The Day After I’m Gone”, de Nimrod Eldar (Israel), “37 Seconds”, de Hikari (Japão), “Buoyancy”, de Rodd Rathjen (Austrália), “Flesh Out”, de Michela Occhipinti (Itália), e “A Dog Barking at the Moon”, de Xiang Zi (Chi-na/Espanha), que passam na secção Panorama.

“My Extraordinary Summer with Tess”, de Steven Wouterlood (Holanda/Alemanha), e as produções alemãs “Cleo”, de Erik Schmitt, “Die Einzelteile der Liebe”, de Miriam Bliese, e “Oray”, de Mehmet Akif Büyükatalay, da secção Generation, são as restantes longas-metragens candidatas ao prémio.

O júri desta competição é composto pela escritora e jornalista alemã Katja Eichinger, o realizador franco-senegalês Alain Gomis e a realizadora e argumentista chinesa Vivian Qu, foi também anunciado.

“Serpentário” é a primeira longa-metragem de Carlos Conceição, sobre “um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe, em busca do fantasma da sua mãe.” O filme assinala ainda a estreia da produtora Mirabilis, de António Gonçalves e do próprio realizador.

Para o Fórum, também tinha sido seleccionado o filme “A Portuguesa”, da realizadora portuguesa Rita Azevedo Gomes, um filme de época que é uma adaptação de um conto de Robert Musil, com argumento de Agustina Bessa-Luís e de Rita Azevedo Gomes e interpretação de Clara Riedenstein. 

O programa do 49º Fórum, anunciado no passado dia 18, vai apresentar uma escolha de 39 filmes que “tentam experimentar, assumem uma posição e recusam comprometer-se.” 

“Alguns olham para a história do século XX, enquanto outros focam-se no que está ainda para vir, mesmo que estejam ancorados no ‘aqui e agora’”, lê-se na nota de imprensa. O Fórum vai contar ainda com três filmes brasileiros: “Chão”, de Camila Freitas, “Querência”, de Helvécio Marins Jr., e “A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro.

O Festival internacional de Cinema de Berlim (em alemão: Internationale Filmfestspiele Berlin, IFB), também conhecido como Berlinale, é um dos mais importantes festivais de cinema da Europa e do mundo. 

Acontece todos os anos em Fevereiro, em Berlim, e foi inaugurado em 1951 por uma iniciativa dos Estados Unidos, que ocupavam parte da cidade depois da Segunda Guerra Mundial. O júri sempre deu ênfase a filmes representativos de todos os lugares do mundo, do antigo bloco de leste bem como dos países ocidentais. Os prêmios são chamados de Urso de Ouro e Urso de Prata sendo que o urso é o símbolo de Berlim.

Na edição passada, sagraram-se vencedores “Touch Me Not”, filme de estreia da realizadora romena Adina Pintilie, que arrebatou o Urso de Ouro. O filme que aborda a vida de três pessoas com dificuldades de experimentar a intimidade nos dias de hoje. O mexicano “Museo” recebeu o troféu de melhor roteiro, enquanto o paraguaio “ Herederas” levou o prêmio de melhor actriz, além do prêmio Alfred Bauer. O brasileiro “Ex-Pajé” recebeu uma menção especial de melhor documentário.

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