Sociedade deve visitar museus do país

Leonor Mabiala | Cabinda
27 de Dezembro, 2014

Fotografia: Rafael Tati | Cabinda

O director-geral do Museu Regional de Cabinda apelou ao cultivo do hábito de visitar regularmente a instituição museológica, para melhor conhecimento da realidade social e cultural da província, tendo em conta a importância do seu acervo.

Francisco Angó afirmou ao Jornal Angola que visitar um museu permite aos visitantes obter mais informações sobre a vida social e cultural e até mesmo económica da província da época dos nossos ancestrais até hoje, representadas sobretudo em peças artesanais.
O museu tem uma grande importância na sociedade por ser um espaço de reprodução de conhecimentos e conservação através de peças representativas.
“Cada peça tem uma informação a transmitir ao visitante. No passado, as peças recebiam a bênção do sacerdote tradicional, desempenhando a função de proteger e vigiar as famílias, no caso particular da ausência do chefe ou soberano da família”.
Francisco Angó solicitou à população que possui peças com valor museológico guardadas em casa para as entregarem no museu para melhor conservação, porque os museus são as instituições vocacionadas para o efeito.
O Museu Regional de Cabinda beneficiou de obras de reabilitação e ampliação, ganhando instalações modernas, o que permitiu congregar também a gestão dos museus das províncias do Zaire e Uíge.
Reaberto ao público em Setembro,  no âmbito das actividades da segunda edição do Festival Nacional da Cultura (FENACULT), o museu tem duas exposições permanentes, “Matadi”, com peças de escultura,  e “Maiombe”, que representa as espécies da flora e fauna da floresta.
Na área de exposição “Maiombe” estão expostas espécies e raridades de madeira, com destaque para câmbala, tola branca, tacula, Ngulu mazi e undianuni, animais como gorilas, chimpanzés, javalis e pangulins.
A “Matadi” retrata as esculturas de pedra e estatuetas que reportam à forma como os ancestrais lidavam com as questões sociais, económicas e políticas.
Quanto aos  dados estatísticos, Francisco Angó referiu que a instituição tem 54 peças, das quais 33 em exposição e 21 no depósito. Desde a reabertura ao público, o museu recebeu a visita de 388 pessoas, sendo  373 cidadãos nacionais entre homens, mulheres e crianças, na sua maioria estudantes do ensino médio e superior, e 15 cidadãos estrangeiros. Francisco Angó considera este número de visitantes insuficiente pelo que aconselha as pessoas a visitarem a instituição, ao mesmo tempo de aconselhou os pais a levarem os filhos ao museu, para obterem mais informações sobre a realidade social e cultural de Cabinda.
O director do Museu Regional de Cabinda disse que a instituição prevê para o próximo ano a elaboração do plano de acção das actividades a serem desenvolvidas com destaque para a realização das jornadas científicas da instituição, o estreitamento de parcerias com as diversas instituições universitárias sedeadas na região e outras províncias, a cooperação com outros museus do país e o trabalho  de catalogação das peças.
Consta ainda do plano de acção das actividades a promoção de palestras de sensibilização e importância do museu, a realização de encontros com autoridades tradicionais para recolha da tradição oral, a promoção  exposições itinerantes nos municípios do interior, a negociação de um espaço radiofónico, na Rádio Comercial de Cabinda, para a divulgação das principais actividades do museu.

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