Cultura

Sonoridade ancestral domina festival

Durante três dias, a primeira edição do Festival de Música Ancestral Bantu (Muanba 2017) mostrou ser uma plataforma que vai congregar, anualmente, bandas que vão trazer a sonoridade ancestral ao convívio regular dos cidadãos angolanos apreciadores da música da terra.

Pianista João Oliveira do projecto Kutonoka
Fotografia: Edições Novembro

Essa experiência é resultado de várias iniciativas que a Fundação Sindika Dokolo organizou, entre as quais homenagens, concertos com o grupo Kituxi e o Projecto Kutonoka, em Luanda, e no Porto (Portugal), inserindo, também, os projectos paralelos do artista Jorge Mulumba, transcrevendo literalmente a filosofia e a espiritualidade ancestral.
Os palcos “Ngola”, “Axiluanda”, “Bengo”, “Kwanza”, “Kafucolo”, “Mabaxa” e a sala de exposições do 1.º piso do Palácio de Ferro serviram de suporte para a qualidade da primeira edição do Festival de Música Ancestral Bantu que juntou Jabakana, Kamba dya Muenho, Makumba Mambo e Dilangues do Ambaka.
O projecto Roda do Semba, do músico Lito Graça, Nguami Maka, Brandão Hamalata,Kituxi, MM Yetu e o Projecto Kutonoka, do pianista João Oliveira, souberam representar e prestigiar os apreciadores da música que se fizeram presentes ao festival. E, como não se bastasse, os passos cadenciados da massemba e da rebita electrizaram os três dias com os grupos União Elite e Novatos da Ilha.
A Capoeira de Angola, Smooth And Rave e as exposições de instrumentos musicais elevaram, cada vez mais, o referido evento que dialogou sobre a espiritualidade, a oralidade e a rítmica ancestral bantu, propondo o resgate dos valores dessa civilização, que prevalece no tempo.
O festival de Música Muanba 2017 reuniu durante três dias música, dança e capoeira, manifestando a cidadania bantu, na perspectiva artística.

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