"Sons do Atlântico" na Baía

Manuel Albano |
9 de Março, 2015

Fotografia: Eduardo Pedro |

A banda antilhana “Kassav” foi a grande atracção na madrugada de ontem na terceira edição do Festival Sons do Atlântico, que decorreu na Baía de Luanda, desde o cair da tarde de sábado. O festival está incluído nos festejos dos 40 anos de Independência Nacional, que se comemoram a 11 de Novembro próximo sob o lema “Angola 40 anos - Independência, Paz, Unidade Nacional e Desenvolvimento”.

MANUEL ALBANO |

A banda antilhana Kassav, Seu Jorge e Mart’nália foram as grandes atracções na madrugada de ontem na terceira edição do Festival Sons do Atlântico, que decorreu na Baía de Luanda, desde o cair da tarde de sábado.
O festival esteve inserido nos festejos dos 40 anos de Independência Nacional, que se comemora a 11 de Novembro, sob o lema “Angola 40 anos: Independência, Paz, Unidade Nacional e Desenvolvimento”.
Os espectadores, que acorreram em massa ao local da actividade, tiveram de esperar pacientemente pelos seus ídolos para recordarem as músicas de sucesso nos anos 80 e 90 dos Kassav.
Antes mesmo da actuação do emblemático grupo da Martinica e Guadalupe, formado em 1979, o público, estimado em mais de dez mil espectadores, cantava em uníssono com Yanick Afroman os temas “Vou correr”, “Quem começou” e “Lição de vida”.
Puto Português, segundo músico angolano a subir em palco, interpretou alguns dos seus sucessos com destaque para “Kina”, “Deusa Grega” e “Não sou perfeito”.

Arte de Paulo Flores


Paulo Flores, em grande forma física e vocal, privilegiou na sua actuação sucessos antigos, cujo destaque recai para “Povo” e “Inocente”. O versátil artista teve ainda tempo de fazer uma homenagem, num dueto com Matias Damásio, ao falecido músico Artur Nunes ao interpretar o tema “Belina”. Sucessos recentes como “Makongo” e “Mar azul”, também mereceram muitos aplausos.
Matias Damásio, que pela primeira vez fez um dueto com Paulo Flores, interpretou “Angola” e “Poemas do semba”. No final da sua actuação disse que foi uma oportunidade ímpar dividir o mesmo palco com músicos angolano e estrangeiros. Pela terceira vez a participar no festival, felicitou a evolução positiva da iniciativa: “Existe ainda a necessidade dos músicos angolanos conquistarem outros mercados”, disse Matias Damásio.
Seu Jorge e Mart’nália, em dueto,  receberam o testemunho de Paulo Flores e, numa simbiose entre o samba e o rock, levaram o público ao delírio. Mart’nália, filha de Martinho da Vila, de volta às origens, interpretou com mestria uma música de Paulo Flores em Kimbundo, que mereceu muitos apalusos do público. O grupo Zona 5 e a participação de DJ Djeff e Heavy K também trouxeram outro colorido à festa, que contou com muitos jovens e crianças.  A cantora sul-africana Mpumi, que também actuou no Festival Sons do Atlântico, disse que o intercâmbio entre os músicos deve ser uma das principais prioridades dos promotores culturais.
Um espectáculo diferente com dois palcos e uma programação intercalada, com o objectivo de diminuir as pausas de actuação dos músicos e aumentar o ritmo da festa, o grupo tradicional Batoto Yetu, formado e radicado nos Estados Unidos, foi animando a festa na mudança de palco e de músicos.

Antilhanos em alta

Foi preciso esperar a mudança de sábado para domingo, já depois da meia- noite, para surgir o momento mais esperado do festival, com o grupo emblemático Kassav a subir ao palco para encerrar o espectáculo, com a participação de Ary no tema “Zouk la sé sel médikaman nou ni”.
A vocalista principal dos Kassav, Jocelyne Beroard, alternando entre o espanhol e o inglês, agradeceu o carinho que os angolanos têm demonstrado à banda ao longo de mais de três décadas de sucessos.
A banda apresentou novos temas, do disco “Sonjé PSE”, lançado em 2013. Apesar dos cabelos brancos estarem cada vez mais visíveis entre os integrantes da banda Kassav, os músicos antilhanos mostraram jovialidade.
A banda é formada pelos músicos Jacob, Jocelyne, Georges Decimus e Jean Philippe Marthely. Actuou pela sétima vez em Angola e comprovou a sua popularidade perante um público que dançou e vibrou ao som de “Aye Pamol”, “Se Dam Boujou”, “Sie Bwa”, “Anbalata”, “Rete”, “Solei”, “Siwo”, “Timtim Bwazec”, “Oh Madiana” entre outros sucessos da época.
O festival terminou com o lançamento de fogo de artifício durante dez minutos.

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