Sophia Loren apaixonada pelo trabalho


26 de Setembro, 2014

Fotografia: AFP

A actriz italiana Sophia Loren comemorou o aniversário dos 80 anos convencida de que ainda pode evoluir e segura de que vai continuar a conjugar o seu verbo favorito todas as manhãs: trabalhar.

“Preciso trabalhar, aproveitar a vida. Acordo cheia de ideias todas as manhãs”, revelou na Cidade do México, onde foi recebida pelo magnata Carlos Slim. O homem mais rico do mundo fez tudo para tornar a data inesquecível.
O bilionário das telecomunicações ofereceu um jantar de gala na capital mexicana, com direito a tapete vermelho e a ilustre presença de celebridades internacionais e do México.
O lugar escolhido para a comemoração foi o Museu Soumaya, onde ambos inauguraram uma exposição sobre a trajectória da protagonista de “Casamento à Italiana” (1964). A mostra também exibe os dois Óscares conquistados pela actriz, alguns vestidos usados em filmes, jóias e outros objectos.
Construído por Slim e baptizado com o nome da sua falecida mulher, o lugar também expõe argumentos de filmes e fotografias dos mais de 60 anos de trajectória diante das câmaras.
Sophia Loren é o seu nome artístico. Sofia Villani Scicolone nasceu no dia 20 de Setembro de 1934, em Roma, mas sente-se uma napolitana de coração. Filha de mãe solteira, teve uma infância pobre, até ser descoberta aos 17 anos pelo produtor Carlo Ponti, 22 anos mais velho, com quem se casou e teve os filhos Carlo e Eduardo.
Apesar da sua indiscutível beleza lhe ter aberto as portas do cinema, a actriz teve de ser mais do que um rosto bonito e um corpo escultural para fazer sucesso. Em pouco tempo, mostrou o talento que tinha para a representação e, a partir de então, passou a ser respeitada também pelo trabalho de qualidade.
O crescimento da autoconfiança veio com “L’Oro di Napoli” (“O ouro de Nápoles”, 1954), de Vittorio De Sica, no qual Sophia Loren descobriu o grande potencial interpretativo que tinha. “Filmei quando tinha 18 anos e fui realizada por ninguém menos que Vittorio De Sica, meu mestre. Nas mãos dele eu era como um instrumento e senti as minhas vibrações naquelas ruas de Nápoles, cheia de confiança de que ia conseguir algo grande na vida”, recordou.
Apesar disso, o grande salto na carreira foi em 1960, com a participação em “La Ciociara” (“Duas mulheres”), em que interpreta uma mãe preocupada em proteger a filha dos horrores da II Guerra Mundial. Com este trabalho, Loren ganhou o Óscar de melhor actriz em 1961 e tornou-se a primeira mulher de língua estrangeira a receber o prémio. “Ganhar um Óscar é como estar fora deste mundo. A certa altura senti-me confusa, mas cheia de energia, foram momentos belíssimos, é o mesmo que apaixonarmo-nos”, disse.
Em homenagem a Sophia Loren, a Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas entregou um Ariel (o Óscar mexicano) honorário à actriz e começou um ciclo com os seus filmes na Cinemateca Nacional do México.

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