Sugestão de dez filmes de Natal diferentes


26 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Há os filmes de Natal institucionais, os clássicos da quadra que toda a gente viu, e depois há os outros, os que escapam às convenções do género e às vezes até as voltam do avesso.

Escolhemos dez filmes menos convencionais, ou mesmo totalmente surpreendentes, de Natal, entre “westerns”, comédias satíricas ou negras e até fitas de terror passadas no Natal, vindas dos EUA mas também de França ou da Finlândia.
Quando se fala em filmes de Natal, saltam à cabeça sempre os mesmos, os que aparecem nas respectivas listas, que toda a gente que gosta minimamente de cinema viu ou pelo menos conhece, que (ainda) vão passando nas televisões, nem que seja na quadra em que se ambientam e celebram. São “Do Céu Caiu uma Estrela”, “Natal Branco”, “Sozinho em Casa”, as muitas versões de “Um Conto de Natal”, inclusivamente a dos Marretas, “O Estranho Mundo de Jack”, “até mesmo “Assalto ao Arranha-Céus”, entre muitos outros.
Mas desta vez, propomos recordar dez títulos natalícios diferentes, que fogem, cada qual à sua maneira, às normas e às expectativas daquilo a que se convencionou ser o “filme de Natal”, e até as dinamitam.

 “Os 3 Padrinhos”

Um filme de Natal sob forma de “western”, sem neve, sem Pai Natal nem árvore decorada e com presentes, mais mais profundamente natalício e cristão do que a maior parte dos títulos que se reivindicam desta quadra. John Wayne, Pedro Armendariz e Harry Carey, Jr. interpretam três fora-da-lei que assaltam um banco e fogem para o deserto. Lá, encontram uma mulher moribunda que acabou de ter um bebé, e prometem-lhe proteger a criança e salvá-la.

“Veneno de Cobra”

Mais uma variante sobre a história dos Reis Magos, assinada por Michael Curtiz. Humphrey Bogart, Peter Ustinov e Aldo Ray são condenados que conseguem fugir da prisão da Ilha do Diabo. Decidem roubar uma loja para terem dinheiro para comprarem roupas, comida e passagens de barco, mas após serem acolhidos pelos membros da trabalhadora e generosa família que a explora e lá vive, e com a qual partilharam a ceia de Natal, resolvem ajudá-la.

“O Apartamento”

Adultério, suicídio, bebedeiras, cinismo, pulhice, hipocrisia. Palavras para quê, é um filme de Natal de Billy Wilder, ainda por cima uma comédia. Jack Lemmon interpreta C.C. Baxter, um modesto funcionário de uma grande companhia de seguros de Nova Iorque, que empresta o seu apartamento aos executivos da empresa para que eles possam estar com as suas amantes.

“Santa Claus”

Esta fita infantil deliciosa e insondavelmente má aparece em todas as listas dos Piores Filmes de Todos os Tempos, e transformou-se num título de culto, sendo regularmente exibida nas televisões dos EUA e em ciclos variados dedicados aos “grandes maus filmes” da história do cinema. Como em Marte não há Natal, os marcianos (que são verdes, apesar de viverem no Planeta Vermelho) vêm à Terra, rumam ao Polo Norte e raptam o Pai Natal e duas crianças, para também terem direito às festas natalícias.

“Férias Assombradas”

O título original, “Black Christmas”, é muito mais sugestivo do que o português. Considerado um dos primeiros, senão mesmo o primeiro “slasher movie”, onde um assassino psicopata de contornos sobrenaturais mata jovens em série, “Férias Assombradas” passa-se no Natal, numa república de estudantes universitárias, que são mortas violentamente por um estranho que antes as assedia e aterroriza pelo telefone. Nos papéis principais deste filme natalício bem carregado de terror, encontramos Keir Dullea (de “2001: Odisseia no Espaço”), Olivia Hussey, Margot Kidder e o veterano John Saxon no polícia que investiga o caso.


“Rare Exports”

E se o adorado Pai Natal, fosse na verdade mau como as cobras, um verdadeiro ogre, um raptor de crianças, e os seus duendes criaturas que espalhassem o terror em seu redor? Em “Rare Exports”, o finlandês Jalmari Helander esmera-se a contar a história do mais tenebroso segredo de Natal, que se torna conhecido após um achado arqueológico numa montanha da Finlândia.

“Ricos e Pobres”

Uma das grandes comédias natalícias de sempre. Um vigarista de rua (Eddie Murphy) e um rico e snobe corretor (Dan Aykroyd) vêem as suas posições sociais invertidas em plena quadra de Natal, devido a uma aposta entre dois velhos e desapiedados milionários (Don Ameche e Ralph Bellamy).
 
“Um Conto de Natal”

Nada como o cinema francês para nos posicionar com firmeza na realidade. No caso de “Um Conto de Natal”, Arnaud Desplechin põe-nos dentro de uma família média francesa reunida no Natal por causa da sua matriarca (uma imponente Catherine Deneuve), que descobriu que precisa de um transplante de medula.

“Pai Natal: Sarilhos”

Esta farsa satírica teve origem numa peça de teatro do grupo Les Bronzés, onde se revelaram nomes como Christian Clavier, Michel Blanc, Gérard Jugnot, Thierry Lhermitte ou Josiane Balasko, que formaram a nova geração de actores cómicos franceses dos anos 70 e 80. A história passa-se na véspera de Natal e envolve dois voluntários de uma linha telefónica anti-suicídios, eles próprios muito neuróticos, que se vêem a braços com uma série de personagens que os visitam, desde um vizinho búlgaro péssimo cozinheiro até um delinquente irritante que se disfarçou de Pai Natal.


“O Anti-Pai Natal”

Terry Zwigoff, autor do documentário “Crumb”, realiza esta comédia cheia de espírito anti-natalício, que no final acaba por não resistir aos bons sentimentos da quadra. Mas até lá, é tudo a partir. Jack Nicholson esteve mesmo para interpretar o papel que acabou para ir para Billy Bob Thornton, o de um vigaristazeco bebedolas e desconchavado, que se emprega num centro comercial como Pai Natal, para depois o poder assaltar na noite da consoada.

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