Surrealismo estético de Egas apresentado na Tamar Golan

Francisco Pedro |
24 de Abril, 2015

Fotografia: Francisco Pedro

“Restos Surreais” é o título da primeira exposição individual do artista plástico Egas que está patente até 8 de Maio, na galeria Tamar Golan, em Luanda.

A mostra comporta duas dezenas de quadros cuja técnica difere das produções artísticas dos seus colegas, pois Egas fixa diversos materiais metálicos, plásticos e papéis num único suporte (tela, cartão, madeira, ferro ou alumínio), usando cola, tinta acrílica e arame.
As figuras são abstractas e surreais, efeitos que o artista subtrai da junção e sobreposição de material reciclado. Segundo o pintor, são obras produzidas no período de “surrealismo abstracto”, que marca parte do seu percurso nos últimos três anos de trabalho. A inspiração vem do que observa diariamente. “São figuras não reais inspiradas na velocidade das mudanças do mundo”, realçou, considerando que as obras são instalações.
“Restos Surreais” pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e 17h00. Alguns quadros não têm título, outros são designados “Máscara”, “Pedinte 1” e “Pedinte 2”. Egas socorre-se da reciclagem do lixo, como uma opção de composição artística escolhida para transformar lixo em arte. Essa decisão deve-se ao visual das cidades, que muitas vezes ganham uma má imagem por causa das acções do homem.
Autodidacta, Egas é nome artístico de Manuel Egas dos Santos, nascido no Lubango em 1961. O artista vive em Luanda há 12 anos. Egas iniciou a carreira artística na década 1990, a produzir quadros com forte pendor para o realismo.

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