Taylor Swift vende álbum na Internet


28 de Junho, 2015

Fotografia: REUTERS

A cantora pop Taylor Swift disse que vai colocar seu bem-sucedido álbum “1989” na Apple Music agora que a empresa concordou em pagar aos artistas durante o teste gratuito do novo serviço de música por streaming, em funcionamento a partir de terça-feira.

Numa carta enviada à Apple, Taylor Swift, que considera a empresa um dos “melhores parceiros para vender música e criar formas de estar ligado aos fãs”, sublinhou que respeita a empresa por ter criado um “legado baseado na inovação e forçando os limites certos”.
“Estas não são queixas de uma criança. São os ecos dos sentimentos de cada artista, compositor e produtor norte-americano que têm medo de falar publicamente por tanto admirarmos e respeitarmos a Apple. Mas não respeitamos esta questão em particular”, argumentou na altura.
Os principais jornais norte-americanos noticiaram que ontem a Apple cedeu à pressão de um grupo de artistas e editoras independentes depois das repercussões geradas pela decisão de não pagar os músicos durante a fase experimental do projecto.
Esta não foi a primeira disputa de Taylor Swift, vencedora de vários prémios Grammy, com serviços de música por streaming. A cantora, que já  em Novembro tinha retirado todo o seu catálogo da plataforma Spotify, afirmou que a decisão não se deveu a nenhum acordo de exclusividade entre ela e a Apple.
A partir de terça-feira, o serviço de streaming de música Apple Music fica disponível em cem países para utilizadores com iPhone ou iPad. O serviço chega aos aparelhos Android dentro de poucos tempo. Durante três meses é possível usar o Apple Music de forma gratuita, mas depois tem um custo de 9,99 dólares mensais.
Um dos directores executivos da Apple, Robert Kondrk, declarou que nos Estados Unidos a empresa vai pagar aos autores de músicas 71,5 por cento das receitas obtidas com as subscrições do Apple Music. Nos outros países, a percentagem é em média de 73 por cento.
O Apple Music chega ao mercado na mesma altura que o Google apresenta uma versão do Google Play Music, agora gratuita e suportada por publicidade, que oferece listas de músicas adaptadas a cada momento do dia, numa aparente resposta à concorrência.
O Google tinha até aqui a versão do Play Music por subscrição, lançada em 2013, pela qual os utilizadores podiam ouvir um número ilimitado de canções. Dois anos depois, a empresa mudou de ideias e avança com uma versão gratuita, com publicidade à mistura. As principais críticas feitas por sites de tecnologia que já experimentaram o serviço gratuito nos Estados Unidos são, como o esperado, os anúncios antes do início de cada música, a mudança de faixas de forma limitada ao longo do dia e a impossibilidade de aceder a músicas “off-line”.

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