Actores de teatro em formação na capital


13 de Julho, 2016

Fotografia: Armando Rosa

Um total de 15 actores de diferentes grupos participam, desde segunda-feira até domingo, num seminário de capacitação sobre teatro, no Centro de Animação Artística, no Cazenga, em Luanda, numa iniciativa da Globo Dikulo, enquadrada no programa do XI Festival Internacional do Teatro (Festeca).

Durante cinco dias, os participantes vão abordar temas ligados à expressão, trabalho com as mãos, conhecimento mútuo, inserção da música no teatro, importância do texto na formação do personagem e preparação do actor.         
Os trabalhos estão a ser orientados por especialistas em teatro da Alemanha, Itália, Cuba e de Angola. A organização pretende promover a troca  de experiência e o conhecimento mútuo da actividade teatral ente os países.    O XI  Festival Internacional de Teatro do Cazenga realiza-se sob o lema “Juventude e arte, futuro nas nossas mãos.”
O mesmo conta com a participação de 15 grupos entre nacionais e estrangeiros, com destaque para a Alemanha, Brasil, Cuba, Itália, Portugal e Moçambique, e as províncias de Luanda, Benguela, Cuanza Sul e Namibe.  O objectivo do Festeca é  proporcionar  um espaço de intercâmbio teatral e oferecer  oportunidade a grupos e a companhias de teatro de mostrarem os seus trabalhos.   

“A lei do morro”

Usos e costumes praticados em algumas regiões do centro do país no século XV são retratados na peça de teatro “A lei do morro”, do colectivo de artes Nova Cena, com estreia agendada para hoje, às 20h00, no Centro de Animação Artística (Anim’Art), no Cazenga.
A peça, com 55 minutos, gira em torno de um episódio vivido na época em que o colono português se instalou em Angola, durante a qual alguns princípios deram lugar ao ódio e à vingança.
A lei que, na altura, obriga um chefe de família a colocar os seus pertences à disposição de quem visita a sua casa, promove a promiscuidade entre a sua mulher e um visitante.
Deste envolvimento, nasce uma criança que é preparada para pôr fim à vida do  pai biológico, por força de normas condenadas nos dias de hoje.
A peça, escrito e montado por Armando Rosa, apresenta também um conjunto de reflexos da vida espiritual das populações residentes nas regiões referidas na história. O animismo, crença religiosa predominante na altura, é igualmente exibido no espectáculo.
A apresentação da peça, com sonoplastia de Hilário Belson, produção de Nelo Jazz e caracterização de Fernando Kissola, marca o regresso do grupo Nova Cena, afastado dos palcos há mais de um ano.
O XI Festival Internacional de Teatro do Cazenga  tem agendado para hoje, às 10h00, no Anim’Art, a oficina de teatro e intercâmbio orientada pela professora cubana Marcela Oliveira. Uma oficina de teatro orientada por José Teixeira, actor do grupo Julu, abre, às 10h00, as actividades programadas para amanhã, seguida dos espectáculos de teatro “Rica mesa”, do colectivo Omuenhu, do Namibe, às 18h00, e “Hamlet - o preço da vingança”, pelo projecto Resgarte, às 20h00.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA