Actriz cubana exibe monólogo

Manuel Albano |
12 de Agosto, 2016

Fotografia: Cedida

A peça “El Enano en la Botella” (O anão na garrafa) é a propostas da Companhia de Teatro cubana Hubert de Blanck a ser exibida amanhã às 20h00, no Instituto Superior de Artes (Isartes), no âmbito do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre aos finais de semana até 17 de Setembro, na Centralidade do Kilamba.

Escrita pelo dramaturgo cubano Abílio Estévez, a metáfora engenhosa propõe um relato profundamente humano sobre a liberdade, amor, amizade, solidão e optimismo.
Inspirada na história da revolução e realidade cubana, durante uma hora, o monólogo é representado pela actriz Marcela García Olivera, graduada pelo Instituto Superior em Arte de Cuba (ISA), em Acção.
Diz a sinopse: “O anão é uma parábola do encerramento. Uma tentativa poética de sobreviver num ambiente hostil. Uma desolada metáfora da condição humana, aprisionada numa circunstância concreta que lhe obriga a mover-se entre o absurdo e o pesadelo, sobrepondo-se a tudo e cada um dos obstáculos que lhe expõe a garrafa (seu mundo).”
Esta obra existencial convida-nos a reflectir sobre se a nossa vida é o reflexo da luta pelo nossos sonhos, por aquilo que nos faz vibrar, ou o resultado inequívoco do conformismo ou a tirania social em que uns poucos acabam esmagando a uma grande maioria.
Marcela García Olivera, primeira actriz da companhia teatral Hubert de Blanck, tem um destacado desempenho profissional de mais de 13 anos, trabalhou com grandes directores da arena cubana como Berta Martínez e Abelardo Estorino.
Assumiu personagens de grande responsabilidade, muitas delas em grandes clássicos da literatura universal. Desde 2010 é membro da União de Artistas e Escritores de Cuba (UNEAC). É professora de actuação no Instituto Superior de Arte de Cuba (ISA). Foi nomeada ao prémio “Adolfo Llauradó” em actuação principal feminina em 2006, e obteve o prémio “Caricato” na mesma categoria em 2008.
A sua carreira como directora começam na direcção artística do bem-sucedido espectáculo infantil “O Mago de Oz” em 2007, e já em 2010 dirigiu “ Arizona”, do dramaturgo espanhol Juan Carlos Rubio; a peça foi seleccionada para o Festival Internacional de Teatro de Havana, e meses depois obteve o prémio que outorga a Asociación Hermanos Saís (organização de jovens artistas em Cuba) a melhor aposta do ano. Actualmente trabalha como professora de actuação no Isartes.

Bravura de Lueji


A Companhia de Teatro Tic-Tac exibir domingo, às 20h00, no palco do Instituto Superior de Artes (Isartes) o espectáculo “Lueji-A força do Lukano”.
O espectáculo de teatro relata as aventuras e o drama da Rainha Lueji, numa obra que contém textos de escritores consagrados como Artur Pestana “Pepetela”, Castro Soromenho e Manzambi Fernando.
O enredo conta a destituição da Rainha Lueji, do Reino da Lunda, pelos seus irmãos, por ter casado com um escravo. Essa destituição foi feita com recurso à força, numa época em que as mulheres eram proibidas de governar. O espectáculo de teatro realça também a importância da mulher na família, bem como na sociedade.
A peça, adaptada e encenada por Orlando Domingos, Dom Petro Dikota e Aguinaldo Fortunato, respeita os textos originais e preserva os pensamentos dos autores.  A Companhia de Teatro Tic-Tac foi criada em Agosto de 2008 pelos alunos do Centro de Animação Artística do Cazenga .
Todos os domingos do mês, o grupo infantil “Catarse Teatro”, que exibe às 16h00, a peça “Rainha Njinga Mbande”. Além de grupos nacionais, e de acordo com a agenda do iniciativa, participam grupos de Cabo Verde, Portugal, França, Cuba, Itália, Alemanha, Moçambique e Brasil.

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