Cultura

Calamidades naturais retratadas no teatro

Manuel Albano |

Os actores do Colectivo Artes Sol levam à cena amanhã, às 20h00, no palco da Liga Africana, em Luanda, o espectáculo de teatro “Tomara que chova… Mas bem longe daqui”, escrito pela actriz Bebeca Neto.

Problemas do quotidiano luandense apresentado em palco
Fotografia: Edições Novembro |

O espectáculo, que estreou em Março deste ano na primeira edição do Festival de Teatro da Mulher, conta os problemas causados pelas fortes chuvas que caíram em Luanda e provocaram vários transtornos aos habitantes.
O foco do espectáculo está assente, essencialmente, nos problemas diários da capital do país, onde cinco actores procuram dar “vida” e visibilidade às principais questões que têm preocupados os luandenses.
A directora artística do grupo, Solange Feijó, disse ao Jornal de Angola que a peça foi encenada na perspectiva de levar à reflexão alguns temas da sociedade, como os princípios da igualdade e transparência na gestão do erário público. O enredo, explicou a directora artística, assenta principalmente num conflito entre a verdade e a falsidade, onde a “fiscal chuva” procura sempre desvendar algumas obras imperfeitas e de curta duração realizadas pelos governantes.
No espectáculo, o administrador Cassova teme a chuva por recear que esta ponha a descoberto o mau trabalho prestado à população em benefício próprio.
Sensibilizar as pessoas, em especial aquelas com responsabilidades de governar, a trabalharem mais para o desenvolvimento do país, que começa a entrar numa nova era e, por essa razão, precisa do contributo de todos.
A criação de medidas preventivas eficazes, capazes de evitar transtornos maiores na vida dos habitantes é outro dos fundamentos da peça, que mostra a importância de fazer-se as coisas no momento certo, para não se correr atrás do prejuízo, como é costume, explicou a encenadora.

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