Colectivos no Cuanza Sul clamam por mais espaços

Casimiro José | Sumbe
29 de Março, 2017

Fotografia: Fernando Camilo | Sumbe - Edições Novembro

Os responsáveis de 42 grupos de teatro da província do Cuanza Sul manifestaram-se, na segunda-feira, preocupados com a falta de apoios e espaços adequados para a prática das artes cénicas na região, o que tem dificultado a exibição dos colectivos.

Reunidos na Praça da Liberdade, na cidade do Sumbe, por ocasião do Dia Mundial do Teatro, assinalado na segunda-feira, os responsáveis e actores dos grupos do Cuanza Sul apontaram como principais dificuldades a falta de formação e de intercâmbio com grupos de outras províncias, sobretudo de Luanda, assim como a necessidade de apoios financeiros e a insuficiência de espaços adequados para exibição.
O chefe de departamento de Artes e Acção Cultural da Direcção Provincial da Cultura, Tino Gonga, considerou os fazedores de teatro na província do Cuanza Sul “verdadeiros heróis”, tendo em conta as barreiras que enfrentam no dia-a-dia para exibirem os espectáculos. “Temos bons actores na província, o que falta mesmo são os apoios, quer financeiros quer material e infra-estrutural”, disse.
Tino Gonga anunciou que a Direcção da Cultura gizou um plano que contempla um conjunto de acções, dentre as quais se destaca a criação de projectos que visam criar a sustentabilidade dos grupos e parcerias para a formação de actores junto do Instituto Superior de Artes (Isart), em Luanda, para dotar de competências técnicas os fazedores de teatro.
O chefe de departamento de Artes e Acção Cultural reconheceu os avanços registados na província, com a criação da associação que vela pelos interesses dos actores no Cuanza Sul, e aproveitou a ocasião para apelar a classe no sentido de continuar a aprimorar os conhecimentos para melhor exercer a arte.

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