Cultura

Companhias de teatro promovem a literatura

Roque Silva |

A promoção da literatura nacional e o cultivo de hábitos de pesquisa e de leitura são os propósitos da sexta edição do Festival de Teatro Universitário, que encerra amanhã à noite, na Liga Africana, em Luanda, com a entrega de troféus às companhias que mais se destacarem.

Actores do Protevida participam no festival como convidados
Fotografia: Edições Novembro

O festival decorre desde quinta-feira sob o lema “Um livro, uma história, uma paixão” e fomenta a representação e reprodução em palco de livros de autores angolanos.
O certame tem a participação de oito companhias, quatro profissionais e igual número são grupos em representação de universidades, sendo que estas últimas são as únicas em competição.
A companhia de teatro da Universidade Jean Piaget apresenta, hoje, às 19h30, a peça “Uanga”, adaptada do livro homónimo de Óscar Ribas, enquanto o núcleo de teatro da Universidade Agostinho Neto exibe, às 20h30, o espectáculo “Temas e Cânticos de Neto”, inspirado nos poemas do livro “Sagrada Esperança”, de Agostinho Neto. O núcleo de teatro da Universidade José Eduardo dos Santos, do Bié, apresenta amanhã, às 18h00, o drama “Kuito, 1992”. 
A Associação de Teatro da Universidade Católica de Angola concorre com a peça “Um Amor Para Toda Vida”, inspirado na prosa “O Planalto e a Estepe”, de Pepetela.
O júri é presidido pelo professor Africano Kangombe  e os critérios de avaliação para encontrar os três primeiros classificados e os melhores actores são: a cenografia, sonoplastia e a capacidade de representação.
As companhias profissionais participam na qualidade de convidadas e entre elas constam o Olombangue, do Bié, que apresenta, amanhã, a peça “Morto Vivo”, o grupo Projecto Vela Angola com “Falácia, Erros de pensamento”, Protevida com “Os Livros Devem Ser Queimados” e o Monte Sinai que apresentou “Neto Em Eterna Saudade”.

Tempo

Multimédia