Dinâmica do teatro debatida no Camões


11 de Setembro, 2016

Fotografia: João Gomes

O lançamento do livro “A empresa na cultura - o teatro amador e a criação de novos públicos da cultura”, da autoria de Carmem Zita Monereo, na terça-feira, às 17 horas, no auditório Pepetela, no Centro Cultural Português, em Luanda, marca a abertura da 7ª edição do programa “Há Teatro no Camões”.

De acordo com a descrição do livro, a autora “anima vivamente a empreender, a criar um projecto próprio de gestão cultural, a divulgar esse mesmo projecto, a desenvolver o plano de trabalho estabelecido e a orientá-lo a um público diversificado.”
Como apresentar o seu plano a potenciais actores financiadores, ao mesmo tempo que sugere a melhor forma de garantir-se a continuidade do projecto, é umas das atracções do livro, de Carmem Zita Monereo.
Por outro lado, o empreendedorismo e o desenvolvimento de iniciativas culturais e de lazer no meio das empresas “fazem parte de um novo paradigma de gestão empresarial que combina duas dinâmicas: a sociabilidade dos trabalhadores e as iniciativas de marketing da empresa”. É precisamente este o objectivo do livro.
Carmem Zita Monereo é gestora e especialista em comunicação, formadora em áreas de Gestão de Comunicação e Marketing.
Na quarta-feira, às 17h00, realiza-se no mesmo local, uma mesa redonda subordinada ao tema “A mulher e o teatro” com a participação de Carmem Zita Monereo, Anacleta Pereira, Pulquéria Bastos, Victória Soares, Zulmir Helena e Carla Rodrigues.
Duas horas mais tarde, isto é, às 19 horas, realiza-se  um momento de teatro com a companhia teatral cubana Hubert de Blanck que apresenta a peça “El enano en la botelha” (O anão na garrafa).
De acordo com a sinopse do espectáculo: “O anão é uma parábola do encerramento. Uma tentativa poética de sobreviver num ambiente hostil. Uma desolada metáfora da condição humana, aprisionada numa circunstância concreta que lhe obriga a mover-se entre o absurdo e o pesadelo, sobrepondo-se a tudo e a cada um dos obstáculos que lhe expõe a garrafa (seu mundo).”
Esta obra existencial convida-nos a reflectir se a nossa vida é o reflexo da luta pelo nossos sonhos, por aquilo que nos faz vibrar, o resultado inequívoco do conformismo ou a tirania social em que uns poucos acabam por esmagar uma grande maioria.
A nota de imprensa, cita Manuel Rui, a propósito de uma obra de teatro de José Mena Abrantes, na qual refere que “o teatro decorre de uma necessidade vital, apontando sinais de que a representação está em toda a vida, enquanto acontecimento social de estética, como encontro, comunhão de proximidade ou distância de frente-a-frente.”

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