Espectáculos de abertura são cancelados


7 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Os dois espectáculos de abertura do Festival de Teatro de Avignon, em França, foram cancelados devido à greve dos trabalhadores precários.
Os espectáculos cancelados são a peça “Le Prince de Hombourg" e o ballet “Coup fatal", anunciou o director do festival, Olivier Py.

A France Press lembrou que o festival teve no ano passado 128 mil espectadores e que a decisão de suspender as duas peças surgiu na sequência de uma reunião geral na qual a maioria dos trabalhadores, 240, votou a favor da greve.
A greve dos precários do espectáculo - artistas, técnicos e encenadores - destina-se pressionar o Governo francês numa altura em que começou a ser discutido estatuto destes trabalhadores. “Respeito absolutamente o direito à greve. A luta dos trabalhadores precários deve ser feita num quadro legal, apesar de como director do festival estar comprometido com o espectáculo de abertura", referiu Olivier Py.
“Cada representação anulada está orçada em 45 mil euros", afirmou Paul Rondin, adjunto do director do festival. “Os ânimos estão exaltados, a tensão é grande, ninguém sabe como pode terminar o braço-de-ferro. Em causa está o novo acordo de trabalho proposto pelo Governo que reduz os subsídios aos profissionais quando estão sem trabalho, num sistema que é único na Europa e divide a opinião pública francesa", disse Olivier Py.

Os precários

O voto favorável à greve, anunciado na quinta-feira, deitou por terra o esforço da organização do Festival de Avignon para minimizar o impacto das acções de protesto, que os trabalhadores precários doa área dos espectáculos desenvolvem há cerca de u8m mês .
O apelo à greve feito de Junho pela CGT, a confederação sindical que se opõe ao acordo laboral de 22 de Março, surtiu efeito, apesar dos vários apelos da organização do festival.
A questão é saber se a greve decorre durante todo o mês ou se é apenas um gesto simbólico para forçar o Governo a recuar nas negociações com profissionais de espectáculo.
O encenador e dramaturgo, que é pela primeira vez director do festival, revelou que também é contra a assinatura do acordo e que há 11 a iniciativa também foi cancelada pelo mesmo motivo.
Os profissionais do festival Off, a programação paralela, a verdadeira força viva do teatro francês, que este ano apresenta mais de mil espectáculos em 50 espaços diferentes, marcaram uma manifestação silenciosa.
Nesta manifestação devem participar seis mil profissionais que dependem financeiramente do sucesso da sua presença no festival.

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