Cultura

Festeca encerra hoje e consolida intercâmbio

Manuel Albano |

A 12.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA) que durante dez dias movimentou o Centro de Animação Artística do Cazenga Anim’art, encerra hoje, às 17h30, com a apresentação da peça “Jimbambe- A peste da vingança”, pelo grupo TIC TAC, de Luanda.

Actores de países europeus e latino-americanos bem como africanos participam no Festeca
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O festival, que este ano decorreu sob o lema “Juventude, Arte e Cidadania, o futuro nas nossas mãos”, arrancou dia 5 com o espectáculo “Uije Uijia”, do Etu Lene, sendo a cerimónia de abertura presidida pelo secretário de Estado da Cultura, João Constantino.
A consolidação das relações entre grupos nacionais e estrangeiros foi um dos ganhos destacados pelo director do Festeca, Orlando Domingos, como um dos aspectos positivos da presente edição.
“O Festeca é uma oportunidade para a promoção, valorização e divulgação das artes cénicas, em particular do teatro e da cultura angolanos, o que tem sido feito há longos anos por grupos de várias províncias, além dos nossos convidados estrangeiros, que nos proporcionam intercâmbio”, disse Orlando Domingos que garantiu que outro ganho em relação às edições anteriores foi o aumento dos espectadores, graças a uma maior divulgação do festival, além da qualidade das peças apresentadas pelos grupos nacionais e estrangeiros.
A importância de uma maior parceria entre actores e encenadores nacionais e estrangeiros foi um dos aspectos positivos que o Festeca tem registado em cada edição, de acordo com o director, o que já permitiu a assinatura de um acordo de cooperação entre o Colectivo Negro do Brasil e o grupo Madragora Circus, da Argentina.
A criação artística e a adaptação de textos, expressão corporal e actuação foram igualmente alguns dos pontos debatidos durante a realização das oficinas artísticas e dos seminários, realizados no Centro de Animação Artística Anim’art, no Cazenga. Cada um dos grupos teve um dia para dirigir oficinas e mesas-redondas, em que participaram todos os convidados do Festeca, por forma a trocarem experiências artísticas.
“Adaptação de textos”, “A mensagem e o Processo de criação artística” foram alguns dos temas debatidos, além de “A produção teatral e Importância da formação para as artes”.
Hoje vai ser divulgado um relatório, e a direcção procede à outorga de certificados aos participantes e diplomas de mérito.
Este ano a organização homenageou o administrador municipal do Cazenga, Victor Nataniel Narciso, enquanto autor de textos dramáticos, o grupo Etu Lene, e prestou homenagem ao grupo de humor Os Tuneza.
Além de peças, foram realizadas actividades paralelas como teatro de rua e oficinas orientadas, diariamente, por directores e actores da Itália, Brasil, Camarões, Nigéria, Quénia, Zimbabwe e Angola.
Durante o Festeca realizou-se  uma reunião da Associação Internacional de Teatro para Crianças e Jovens (ASSITEJ).
Na edição passada, o festival homenageou encenadores e actores das quatro gerações do teatro angolano. Além disso, foi apresentada, pelo director Anim’art,um novo modelo para abertura do festival que consiste na apresentação de uma obra pelo grupo homenageado, ao contrário de apresentar na sessão de encerramento, como ocorria nas edições anteriores.
A outra inovação que vem desde o ano passado, está relacionada com as distinções aos fazedores de teatro: o festival deixa de reconhecer exclusivamente personalidades do teatro do Cazenga, para distinguir fazedores de todo o país cujas acções são dignas de valorização.

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