Festival abre boas perspectivas

Victor Pedro | Sumbe
3 de Junho, 2015

Fotografia: Victor Pedro | Sumbe

Os grupos de teatro do Cuanza Sul clamam por mais espaços condignos para realização de espectáculos dramáticos, facto que tem sido um dos principais empecilho para o fomento das artes cénicas na província, segundo o presidente da Associação de Teatro no Cuanza Sul (APROTEK).

António José de Andrade fez essa revelação no final da primeira edição do Festival de Teatro do Sumbe (Camusumbe), que decorreu durante o fim-de-semana no Cine Sporting do Sumbe, na qual participaram 11 grupos de teatro, que apresentaram um espectáculo cada.
No primeiro dia do festival, os grupos intervenientes procuraram interpretar temas sobre o dia-a-dia dos munícipes do Sumbe, com destaque para a gravidez precoce e violação dos direitos da criança.
Assaltos, violência nas ruas, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, violência domestica e a sinistralidade rodoviária, males que enfermam o município do Sumbe, foram os temas levados à cena no segundo dia do festival.
António José de Andrade disse que o objectivo desta primeira edição é sensibilizar a população e famílias a saber viver em comunidade, aceitar a diferença, respeitar o próximo, os bens públicos, transmitir princípios, normas de conduta, valores cívicos e morais, assim como o respeito pelas autoridades do Estado, tradicionais e religiosas.
O festival visou igualmente o relançamento da realização de peças de teatro de forma a ajudam a ocupar os tempos livres dos adolescentes e juventude, assim como proporcioná-los momentos diferentes e estimular os grupos que estão no anonimato, mais com vontade de contribuir para a divulgação do teatro na província.
Salientou que o teatro comunitário na província está a dar passos firmes acompanhado a dinâmica das outras regiões mais experientes na exibição de peças comunitárias como é o caso de Luanda e Benguela.
“Os grupos de teatro locais já têm realizado peças de teatro comunitário, não ainda no nível desejado. A Rádio Cuanza Sul  possui um programa que emite peças de teatro comunitário, mas é preciso fazer muito mais”, disse António José de Andrade.
Referiu que apesar das dificuldades os grupos de teatro da província têm apresentado peças de teatro comunitário nos bairros periféricos nos municípios, comunas e aldeias durante as datas festivas e nas campanha de vacinação contra as várias epidemias que assolam a população.
O director provincial da Cultura considerou o Festival de Teatro do Sumbe uma iniciativa de extrema  importância tendo em conta os temas levados à cena e a mensagem que os grupos transmitiram de forma clara durante as suas apresentações.
Manuel Rosa da Silva acredita que os temas apresentados possam contribuir na mudança de mentalidade e conduta de cada indivíduo no seu local de trabalho, na rua, em casa e em locais públicos.
Assegurou que o sector que dirige esta atento a todas as preocupações que os grupos de teatro enfrentam, tendo afirmado que no quadro das acções para próximos tempos constam requalificação dos espaços existentes de forma a estimular e incentivar os fazedores de cultura a continuarem a promover as suas acções.

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