Grupo Julu homenageado

Roque Silva |
30 de Dezembro, 2015

Fotografia: Paulo Mulaza

O director artístico do Julu exortou ontem, em Luanda, as companhias de teatro, sobretudo as emergentes, a apostarem nas artes cénicas com profissionalismo.

A arte de representar é uma arma que transforma mentalidades e deve ser encarada com seriedade, disse Lourenço Manuel, no encerramento do festival “Mil Caras” (FESTIMILCA), no qual o seu colectivo foi homenageado pela organização.
O teatro é parceiro do Estado pois ajuda a resolver alguns problemas e a transformar sociedades, referiu o artista que aconselhou as companhias a apostarem mais na formação dos actores e na realização de palestras, independentemente das dificuldades financeiras que o país enfrenta.
Lourenço Manuel disse que o actor é um activista e “não pode ficar virado aos bens financeiros, sob pena de prestar um mau serviço à sociedade”. O grupo Julu, vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes deste ano, foi distinguido, no seu auditório Odeth Tavares, no São Paulo, em Luanda, com um diploma de mérito pelo contributo prestada ao longo de mais de 20 anos ao teatro.
O director do grupo, formado em 1992 para promover as primeiras eleições gerais em Angola, considerou o prémio como reconhecimento da classe.  “A distinção é gratificante e prova o nosso tributo às artes cénicas, pois vem de quem conhece a arte de representar”, disse.
Antes da homenagem, o grupo Julu exibiu a peça “A Mulher Empresária”, um drama que retrata uma empresária bem sucedida nos negócios e que maltrata o esposo desempregado.
O marido, sem formação, sente-se obrigado a aceitar os caprichos da companheira, até que um dos seus familiares o desperta.

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