História de Angola com Enigma Teatro

Roque Silva
28 de Novembro, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

O espectáculo “Há mar... Há terra”, da companhia Enigma Teatro foi o vencedor do primeiro Festival Angola Independente, por ter sido capaz de recriar, em cenários e no seu argumento, uma parte fundamental da História de Angola.

O júri elegeu também a peça devido a criatividade na representação dos seus actores e pelos períodos da História do país, que mostram a determinação dos angolanos, vistos durante o espectáculo.
O autor e encenador da peça disse, ontem, ao Jornal de Angola, que a vitória é também o resultado da dedicação, empenho e trabalho do grupo. Para Tony Frampênio, os vários convites que o grupo recebeu para participar em festivais de teatro internacionais e o país foram outra das mais-valias na obtenção de novas experiências.
O encenador e director artístico do grupo disse que a participação no Festival da Paz (FESTEAPAZ), em Luanda, na festa do Teatro da Língua Portuguesa, no Brasil, e as temporadas “Há Teatro no Camões” e “Angola 40 anos”, assim como as oficinas técnicas foram verdadeiras escolas para “os artistas crescerem e aprimorarem os seus conhecimentos”.
Como prémio pela vitória o Enigma Teatro recebeu 200 mil kwanzas e um diploma de mérito. O júri elegeu ainda os Amazonas, do Bengo, e o Diassonama, de Luanda, como segundo e terceiro classificados, respectivamente. O prémio de melhor actor foi atribuído a Francisco António João, do colectivo Prodartes.

"Há mar... Há terra"


O espectáculo “Há mar... Há terra” narra, em 14 minutos, as várias etapas da luta de libertação dos angolanos, que culminou com a Independência a 11 de Novembro de 1975. A peça começa com a chegada dos primeiros portugueses, mostra partes da luta contra os colonizadores até a conquista da Independência. Num misto de drama e humor, a peça tem a participação de oito actores.
O espectáculo faz também uma homenagem a várias personagens da História do país que fizeram a diferença ao longo dos anos de luta como Njinga Mbande, Agostinho Neto, Neves Bendinha e Deolinda Rodrigues. A peça foi feita, disse o encenador, para provar à sociedade angolana que a luta dos nacionalistas foi uma demonstração de amor à pátria. O festival surgiu no âmbito dos festejos dos 40 anos da Independência e foi realizado pela produtora Actos e Cenas, em parceira com os Ministérios da Administração do Território e da Cultura.
A companhia Enigma Teatro realizou uma digressão por todo o país, com excepção das províncias de Cabinda e Moxico. O grupo venceu ainda o Prémio Nacional de Cultura e Artes, em 2014.

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