História do teatro em documentário

Roque Silva |
2 de Janeiro, 2016

Fotografia: Miqueias Machangongo

O percurso de mais de 20 anos da história do teatro em Angola é publicado, em Março, em Luanda, num documentário, anunciou ontem o director de produção e técnico da Cena Livre, empresa responsável pela iniciativa.

Deazevedo Bochecha disse ao Jornal de Angola que o material foi recolhido em várias actividades realizadas em todo o país, como festivais e temporadas de teatro nacionais e provinciais, estreias, acampamentos, seminários e formações.
O material começou a ser captado em Março do ano passado e termina no dia 25. O documentário é apresentado em formato digital, em DVD, com espectáculos e entrevistas de profissionais do teatro, entre antigos praticantes, directores artísticos, encenadores e actores da antiga e nova geração, bem como figuras que tenham dado contribuições para o crescimento do teatro no país.
Algumas peças que marcaram a história do teatro angolano estão editadas no seu formato original e outras são apresentadas com continuidade da história, informou o produtor, que citou o caso de “O Feiticeiro e o Inteligente”, da companhia de teatro Etu Lene, “Cassinda não volta atrás”, do Nguizane Tuxicane, e “Hotel Komarca”, do Henrique Artes.
Deazevedo Bochecha destacou dentre outras novidades no documentário o registo de declarações e opiniões da ex-actriz e directora do colectivo de teatro Oásis, Vitória Soares “Totonha”, de Beto Cassua (Etu-Lene), Flávio Ferrão (Henrique Artes) e Tony Frampénio (Enigma Teatro).

Revista e mostra


“A realidade do teatro em Angola”, é o título de uma revista, de um livro e de uma exposição de fotografia, com apresentações marcadas para 27 de Abril, Dia Mundial do Teatro, em Luanda. As edições retratam, com imagens e textos, as principais actividades sobre teatro realizadas em 2015 e um festival nacional em homenagem a Vitória Soares “Totonha”, ex-actriz e directora do colectivo de teatro Oásis, a ser realizado em Março.
A revista traz também reportagens fotográficas e informações sobre os espectáculos de maior sucesso dos grupos no activo e biografia de encenadores e actores.
A exposição, realizada à margem do lançamento da revista, tem mais de 30 mil fotografias e destaca dentre outras produções, de 2015, os espectáculos “Hamlet” e “O rei Leão”, assim como o festival “Angola 40 anos”. A ideia, disse, é criar um arquivo documental sobre a história do teatro nacional, por forma a divulgar a arte de representar e permitir que o material seja alvo de estudos.
“O teatro em Angola teve vários momentos e essa trajectória, que envolve histórias com êxito e dificuldades, deve ser levada ao conhecimento do público”, concluiu Deazevedo Bochecha.

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