Impacto da escravatura abre Festival de Teatro

Roque Silva |
6 de Setembro, 2014

O espectáculo “Lágrimas da Escravatura” do colectivo Ngola, de Benguela, abriu quinta-feira o Festival Nacional de Teatro, realizado este ano no Cinema Monumental Teatro.

Encenado por Avelino Dário, o drama, inspirado em contos da oralidade e em alguns dos dias de hoje, mostra em 40 minutos a dor e o sofrimento dos angolanos na escravatura.
A peça baseia-se também em alguns factos da história do país e que levaram à luta pela conquista da independência, que começou com a revolta dos escravos e culminou com o 4 de Fevereiro.
O colectivo de artes Oásis, da Força Aérea Nacional, que recebeu o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2013, exibiu ontem “O batuque” no Festival. O drama, que já se estreou no Reino Unido, aborda a vida de um jovem que é declarado louco pela população de uma região, por ter oferecido um mítico batuque ao filho de um turista. A peça, da autoria de Xicacapa Palundo, retrata o resgate dos valores culturais, morais e cívicos.
Uma das ausências desta edição é o grupo Elinga, que era aguardado com expectativa.
Hoje, que é o último dia de actividades, o Cine Império, no Lobito, acolhe espectáculos de grupos de Cabinda, Luanda, Lunda Norte e Cunene. O Cine União, da Catumbela, tem como atracções os do Cuanza Norte, Cuando Cubango e Huambo, enquanto o Cinema Monumental, em Benguela, cede o palco aos de Malanje e do Zaire.

Oficinas de teatro


Actores, encenadores, técnicos e directores de grupos de teatro, convidados ao festival, encerram hoje, no Acampamento Comandante Kassanje, em Benguela, a sua participação nas Oficinas de Teatro. A actividade, que contou com 200 profissionais, serviu para aperfeiçoar os conhecimentos dos participantes, durante três dias, em diversas técnicas de teatro.

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