Kulonga no Instituto Camões

Roque Silva |
15 de Julho, 2015

Fotografia: Santos Pedro

O projecto “Há Teatro no Camões” entra na terceira edição e o grupo Kulonga apresenta hoje, às 18h30, no auditório “Pepetela”, em Luanda, a peça “Loucura de Barriga Vazia”, que narra a vida de um actor criticado pela sua mulher por aderir à arte de representar.

O director artístico do Kulonga, Afonso Dinis, informou que a participação do grupo é uma oportunidade para expandir o processo de internacionalização no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O grupo vai participar na oitava edição do Festival de Teatro de Língua Portuguesa (FESTLIP), em Agosto e Setembro, no Brasil.
O grupo Kulonga, que este ano encerrou o 12º Festival Internacional de Teatro de Inverno (FITI), em Moçambique, arrecadou cinco troféus no quinto Festival Internacional de Teatro de Ubá, no Brasil. No mesmo dia e espaço, o grupo Julu leva ao palco “A Mulher Empresária”, que retrata uma empresária bem sucedida nos negócios. O marido, sem formação, não trabalha e é maltratado pela mulher até que um dos seus familiares o desperta.
As entradas livres e há mesas redondas, debates e conversas, com a participação de actores, encenadores, dramaturgos, amantes e estudiosos de teatro.
Uma hora antes da exibição das peças, os encenadores Walter Cristóvão, Emanuel Paim, Lourenço Mateus e Adérito Rodrigues animam os temas “Formas alternativas de organização e gestão teatral”, enquanto os actores Marcelina Ribeiro, Orlando Sérgio, Afonso Dinis e Josias Satumbo vão falar sobre “A importância da investigação nos processos criativos dos actores”.
O grupo Pitabel apresenta sexta-feira o “Preço do Fato”, uma reflexão sobre os valores tradicionais comparados com a modernidade, tendo como personagem Cristina, uma jovem de 20 anos que nasceu em Mbanza Congo e cresceu em Luanda. Com o passar do tempo perde os valores morais e os costumes da terra.
As jornadas encerram com a peça “Silêncio Orgânico”, além de exercícios de expressão corporal e actuação, a cargo dos estudantes do Instituto Superior de Arte  (ISART).
José Teixeira, professor do ISART, disse que a peça vai ser apresentada por quatro actores, que excluem a linguagem verbal, tendo como recurso a mímica. “Este desafio surge no intuito de mostrar uma outra faceta que o teatro angolano pode adoptar, sem recurso ao texto.”
O professor acrescentou que a ideia é exprimir e traduzir sentimentos através de gestos. “Os exercícios são parte de um aprendizado do primeiro semestre”, disse.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA