Cultura

Mau uso do poder retratado em peça

Manuel Albano |

Tirar proveito da posição social ou económica nem sempre é o melhor recurso ou a forma ideal para as pessoas alcançarem os seus ideais.

Actores do Muxima Yetu apresentam “A virgem de Cabinda”
Fotografia: Edições Novembro

Essa é a proposta do grupo Muxima Yetu no espectáculo de teatro “A virgem de Cabinda”, a ser apresento hoje, às 20h00,  no anfiteatro da Escola Alda Lara, em Luanda.
Com a participação especial do actor e apresentador do programa televisivo de entretenimento Flash, do Canal 2 da TPA, Paulo Idalécio, o espectáculo tem a duração de 45 minutos e narra a história dos jovens Quininomoka e Wengila, personagens interpretadas por Zangão Pedro e Olga Martins. Estreada no dia 21 de Maio do corrente ano, no município do Cazenga, a peça “A virgem de Cabinda” conta a vida do jovem Quininomoka, de 29 anos, desempregado da província de Luanda, que é sustentado pela sua mulher zungueira. Apresentado por cinco actores, o principal sonha integrar a corporação da Polícia Nacional, pensando na perspectiva de tirar proveito da sua condição como polícia, utilizando o nome da corporação para fazer desmandos ao seu belo prazer, para benefício próprio.
No entanto, quando ingressa na Polícia Nacional, é enviado para um curso na província de Cabinda, onde conhece a jovem Wengila, solteira e virgem. Com o intuito de conquistar a moça, faz várias promessas, no sentido de persuadir a rapariga a ser sua namorada.
No final da história, Quininomoka acaba por  perde tudo, a mulher zungueira, a namorada de Cabinda e emprego na polícia, porque Wengila descobre que ele já era comprometido com a presença da sua mulher no encerramento do curso, beliscando a boa imagem da Polícia Nacional.
O grupo Muxima Yetu existe desde 2015 no Cazenga e tem colaborado com a Polícia Nacional na produção de peças.

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