Cultura

Miragens prepara apresentação

António Bequengue | Enviado Especial

O director e encenador do Miragens Teatro, Walter Cristóvão, garantiu, ontem, ao Jornal de Angola, que o grupo está a “preparar com cautela e profissionalismo” a participação, no dia 14, na 26ª edição do Festival Internacional de Almada, Portugal.

 

O director e encenador do Miragens Teatro, Walter Cristóvão, garantiu, ontem, ao Jornal de Angola, que o grupo está a “preparar com cautela e profissionalismo” a participação, no dia 14, na 26ª edição do Festival Internacional de Almada, Portugal.
O grupo angolano, que chega, amanhã, a Lisboa, vai apresentar, no Fórum Romeu Correia – Almada Auditório Fernando Lopes-Graça, a peça “4 & 30”, que retrata o desabamento, em Março do ano passado, em Luanda, do edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC)
Walter Cristóvão disse que a estreia do grupo no Festival de Almada serve para “dizer que o teatro angolano está vivo e goza de boa saúde”.
Com a apresentação de “4 &30”, frisou, o grupo “pretende contribuir para que os factores marcantes do desabamento do edifício da DNIC não sejam apagados da mente das pessoas”.
“O Miragens tem feito sessões especiais de trabalhos, entre às 18 horas e às 21h30, para a análise de cada uma das personagens, de forma a avaliar a produção da sua carga emocional e dramática, de modo a que os indicies atingidos na estreia da peça não se percam” afirmou Walter Cristóvão.
 “As cenas mais fortes são repetidas, no mínimo, quatro vezes. No final do ensaio, é feita uma sessão de auto-avaliação, que permite ao actor conhecer as falhas e superá-las”. />A comitiva do grupo é composta, além de Walter Cristóvão, pelos actores Quim Fazano, Sizainga Raul, Wimi Bráulio,  Rodrigues Fernandes, Jesus Cordeiro, Mariana Lourenço, Isaldina Sequenha, Cristina Lourenço, Ruth Marcela, Serafina Finoca e Pemba Alexandre.
 Em 2003, na 20ª edição do Festival de Teatro de Almada, dedicado à paz em Angola, o grupo Etu Lene, com a peça “Uije, uijia”, deixou boas referências do teatro angolano.
“Por opção própria, preferimos não saber da performance de outros grupos angolanos no Festival de Almada, de modo a que o actor sofra pressão psicológica. Vamos contar com a experiência que temos e para melhor a exibição solicitámos à direcção do festival que nos enviasse um croqui do palco, assim como fotografias. E isso está a ser muito útil, uma vez que ajuda na criação de um quadro real sobre como nos vamos movimentar”.
“Em Angola, nós recebemos quatro actores provenientes do grupo Ndinga Mandombé. Em Portugal, teremos o valioso contributo do actor Adorado Mara, que reside lá há mais de oito anos”.
O Miragens Teatro é a única companhia africana presente no 26º Festival de Teatro de Almada.
O Festival de Almada é composto por 27 espectáculos, nove dos quais em estreia, produzidos por companhias de dez países, Angola, Portugal, Alemanha, Bélgica, Argentina, Rússia, Espanha, Chile, França e Itália.

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