Morreu o encenador da peça “Cassinda Não Volta Atrás”

Roque Silva |
15 de Dezembro, 2015

O corpo do encenador Paulo Gaspar Miala, do Colectivo de Teatro Nguizane Tuxicane, vai hoje a enterrar, às 10h00, no Cemitério de Santa Ana, em Luanda.

Conhecido pela encenação da  peça “Cassinda Não Volta Atrás”, Paulo Miala que também foi actor, morreu de doença na passada sexta-feira.
Manuel Gonçalves, responsável pelo Sector da Cultura e Turismo da Comissão Administrativa de Luanda, ao narrar a trajectória do encenador considerou-o “como um dos melhores a julgar pelo sucesso do espectáculo “Cassinda Não Volta Atrás”.
Em declarações ao Jornal de Angola, Manuel Gonçalves referiu que o teatro fica mais pobre com o desaparecimento de um talento cujo reconhecimento aconteceu de forma natural.
“O talento que Paulo Gaspar Miala emprestou na peça, permite-nos afirmar ele deixou-nos um clássico da arte de representar em Angola, em que os angolanos se revêem”.
Em “Cassinda Não Volta Atrás” , Paulo Gaspar Miala interpreta o jovem Catchuco, um dos oponentes de Cassinda na luta pela mão de Tchifole, filha de Namunda.
O grupo Nguizani Tuxicane participou, em Abril na quinta edição do Festival de Teatro da Paz (FESTEAPAZ), que decorrreu na Liga Africana, com a peça “Cassinda Não Volta Atrás”. O espectáculo conta a história do jovem Cassinda, da localidade do Lunje, que aceitou as condições impostas pelo seu sogro Namunda para poder casar com a filha. Cassinda, por amor à jovem Chissole, assume o compromisso de viver em casa do pai da noiva e ser enterrado vivo se Namunda morresse, o que sucede alguns anos depois.
Paulo Gaspar Miala é sepultado no dia em que  completava 41 anos de vida, depois de 20 anos de carreira artística, 15 dos quais como encenador e cinco como actor.
Além de “Cassinda Não Volta Atrás”, encenou “Três Homens e Uma Mulher”, “Infidelidade”, “Desastre de Um Jovem” e “Turbulência Familiar”, sendo as duas últimas escritas por ele.
Paulo Miala deixa mulher e quatro filhos. Foi fundador do Nguizane Tuxicane, grupo criado em Fevereiro de 1995 por   jovens pertencentes à Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no bairro Precol, no distrito urbano do Rangel.

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