''Njinga Rainha de Angola'' em destaque em Montreal

Roque Silva|
24 de Março, 2015

Fotografia: Semba Comunicação

O filme “Njinga-Rainha de Angola” é um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Montreal, no Canadá, o único do género competitivo, realizado na América do Norte, pela Federação Internacional das Associações de Produtores de Filmes (FIAPF), de 26 de Agosto a 7 de Setembro.

A longa-metragem nacional “Njinga-Rainha de Angola” é exibida ao público no dia 22, no Place des Arts-Théâtre Maisonneuve e Cinéma Impérial, e a 23, no Cineplex Odeon Quartier Latin, em Montreal, em actividades de promoção que antecedem o festival.
O filme de produção nacional concorreu também à quinta edição do Queens World Films Festival, realizado em Nova Iorque, nas categorias de melhor longa-metragem e melhor actriz, tendo sido exibido na sexta-feira no Museum of the Moving Image. Os resultados do concurso são divulgados hoje.
 
A história


O filme “Njinga-Rainha de Angola” é uma viagem pela História de Angola e leva os espectadores ao século XVII, para conhecer a trajectória da Rainha Njinga, uma das mulheres que marcou a História de Angola.
A história começa em 1617, ano em que morre o rei Kiluanji, pai de Njinga, que passa a ocupar o trono. Como guerreira, a rainha defendeu durante 40 anos a independência dos Reinos do Ndongo e da Matamba.
O drama aumenta quando a rainha vê o seu filho ser assassinado e o irmão humilhado pelos colonizadores portugueses. Nesta altura decide lutar para a libertação dos Mbundu e personifica o lema “Quem ficar luta até vencer”. Depois de quatro anos de luta, Njinga consegue selar a paz com os portugueses, que a reconhecem como a verdadeira soberana do Ndongo e da Matamba, num mundo em que apenas os homens eram os lideres.
O elenco integra Lesliana Pereira, no papel de Njinga, além dos actores Érica Chissapa, Ana Santos, Sílvio Nascimento, Miguel Hurst, Jaime Joaquim e Orlando Sérgio. O argumento de “Njinga-Rainha de Angola”  foi escrito por Joana Jorge e o filme produzido por Coréon Dú, Sérgio Neto e Renato Freitas, com a realização de Sérgio Graciano.
O filme pretende, além de retratar a vida, o trajecto e os feitos da Rainha Njinga Mbandi, contribuir para a inclusão do nome da soberana angolana na lista das 25 figuras femininas mais importantes da História do continente africano.

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