Cultura

Novos talentos dominam festival da paz

Roque Silva

O grupo Twana Twangola, do município do Cazenga, destacou-se entre os demais colectivos de arte no sétimo Festival de Teatro da Paz (FESTEAPAZ) que decorreu de 31 de Março até domingo, na Liga Africana, em Luanda.

Desistência do Elinga Teatro no Festeapaz possibilitou a participação do Twana Twangola que arrebatou vários troféus pela peça "A Plateia"
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

Repescado à última hora, em substituição da companhia Elinga Teatro, o colectivo conquistou o troféu referente ao Grupo Revelação do festival que visou festejar os 15 anos de Paz e Reconciliação Nacional.
No meio de consagradas companhias de artes em Angola e outras agremiações fundadas recentemente, mas com elevada exposição nos media, o grupo Twana Twangola viu o seu actor Adriano Manuel conquistar a categoria de Artista Revelação.
Os troféus foram arrebatados por influência do brilhante trabalho do espectáculo “A Plateia”, apresentado durante o festival, na qual Adriano Manuel é a personagem principal.
A peça é uma comédia de 45 minutos, adaptada do livro, “O público”, do brasileiro Fernando Lira, que aborda o comportamento ideal das pessoas no interior de uma sala de espectáculos de teatro e dos fazedores das artes cénicas, no palco e fora dele.
Fundado há 15 anos, o Twana Twangola limita-se a realizar espectáculos no município do Cazenga, propriamente na Paróquia de Santo António, no distrito urbano do Hoji ya Henda, e na discoteca Batucada, no distrito urbano do Ngola Kiluanje. Elisa Domingos, do grupo Nova Lua (Cuanza Sul) e António Gonçalves “Ny”, do Amazonas Teatro (Lunada), são melhores actores do sétimo Festival de Teatro da Paz. Guiomar dos Santos, do grupo Eclesiastes, do bairro Rocha Pinto, é a Actriz Revelação.
Os vencedores receberam como prémios um diploma de mérito e um cabaz com produtos da Refriango.
Os vencedores dos troféus destacam-se entre os demais, com performance, capacidade de interpretação, domínio dos personagens, atitude cénica e o nível de criatividade acima da média, disse o director do festival, para quem a decisão é resultado de um trabalho aturado da organização, que reuniu conhecedores das várias áreas do teatro.
Osvaldo Moreira informou que o balanço é positivo, ainda que apesar de não ter superado a edição anterior, permitiu criar uma programação infantil a parte, na qual foram desenvolvidos trabalhos dos grupos Protevida e Omwenho, do Namibe.
Este ano, informou os espectáculos forma assistidos por uma média diária de 60 pessoas, para um total de 200 lugares que a Liga Africana alberga.  O festival, que fechou as cortinas no domingo, teve como atracções espectáculos dos grupos Nguizane Tuxicane, Horizonte Nginga Mbande, Miragens Teatro, Diassonama, Amor a Arte, Protevida, Amazonas, Eclesiastes, Nova Cena, Feloma Mussanzala, Tata Yeto, de Luanda, Nova Lua, do Cuanza Sul, Omwenho (Namibe), Filhos de Angola (Malanje) e Horizontes da Vida (Huíla). Além das exibições, houve actividades complementares desde troca de experiência, debates e teatro comunitário.

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