"O Preço do Fato" na cidade do Kilamba

Manuel Albano
19 de Novembro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

O drama “O Preço do Fato” sobre a actual tendência de os jovens  menosprezarem os princípios típicos da tradição angolana é apresentado amanhã, sábado e domingo, às 20h00, na Escola 14 de Abril, na centralidade do Kilamba, em Luanda.

O espectáculo, realizado numa iniciativa da Administração do Kilamba, no âmbito do projecto “Angola 40 anos”, é encenado pelo colectivo Pitabel e procura também chamar a atenção do público para as divergências causadas entre a valorização dos costumes tradicionais nas cidades modernas.
Os perigos da modernidade são   explorados no espectáculo, que chama a atenção  da juventude para as consequências de rejeitar as suas origens. O espectáculo traz   à análise  pública, disse o encenador do Pitabel, um problema actual, que tem estado a ganhar  espaço na sociedade angolana, nesta fase de modernização e globalização.
O drama, que tem a duração de 53 minutos, conta a história de Cristina, uma jovem de 25 anos, natural de Mbanza Congo, que cresce em Luanda, uma cidade moderna, e vê a sua vida em risco por desvalorizar os costumes dos seus pais em detrimento de outras culturas. A peça, disse Adérito Rodrigues, é representada por seis actores.
Na próxima semana, o palco da Escola 14 de Abril  recebe, às 20h00, o espectáculo de teatro “Amor à primeira vez”, do grupo Protevida, no âmbito do programa “Cultura para todos”.

Natal especial

O encenador Adérito Rodrigues informou ainda que, no âmbito do projecto “Angola 40 Anos”, pretende  apresentar, na centralidade do Kilamba, nos dias 13 e 20 de Dezembro, o espectáculo de teatro “O Rei Leão”, uma adaptação do filme da Walt Disney, que inclui ainda dança e música. O objectivo, destacou, é proporcional um Natal melhor às crianças da centralidade.
A peça, com a duração de 40 minutos, foi escrita pelo encenador Flávio Ferrão e tem a participação de actores de diversos grupos de Luanda, que interpretam as personagens do filme, sobre a vida de Simba, o herdeiro do Rei Mufasa, obrigada a fugir da corte devido a uma conspiração criada pelo seu tio Scar.
Adérito Rodrigues acrescentou que a equipa de produção do espectáculo pretende recriar os cenários da savana africana. Além dos espectáculos, adiantou Adérito Rodrigues, o Pitabel quer apostar  na formação de crianças, em especial nas áreas de teatro, dança moderna e tradicional. A acção é dirigida aos filhos dos moradores da centralidade no âmbito do projecto “Angola 40 Anos”, que regressa no dia 15 de Janeiro de 2016, após a pausa da quadra festiva.

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